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11.02.2025 | 11h32

A ultrassonografia com Doppler na avaliação de paciente com Chikungunya

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Adriana Costa

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A febre chikungunya é uma infecção que se manifesta por febre aguda, rash cutâneo, dor articular, artrite e fadiga incapacitantes. A doença é causada por um vírus e transmitida aos seres humanos pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

 

O diagnóstico da febre chikungunya é feito, primeiramente, com base no quadro clínico. A confirmação laboratorial é absolutamente necessária para diferenciar os sintomas e fazer o diagnóstico diferencial com outras doenças

Métodos de imagem como a ultrassonografia e a ressonância magnética têm papel fundamental na documentação do acometimento articular na fase aguda de pacientes com chikungunya, e principalmente nos pacientes que evoluem com artrite crônica.

 

A dor é a manifestação articular mais típica. Artrite com importante sinovite pode ser identificada em todas as fases da doença, demonstrada na ultrassonografia pela distensão dos recessos articulares por derrame articular e espessamento sinovial hipoecoico não compressível, determinando abaulamento da cápsula articular e estruturas tendíneas adjacentes.

 

Em alguns casos, sinais de hipervascularização sinovial ao estudo com Doppler podem ser encontrados. Geralmente acomete várias articulações, predominando nas mãos, punhos e tornozelos. Mais raramente, a doença acomete cotovelos, joelhos, ombros, quadris e articulações temporomandibulares. A entesite do calcâneo e o acometimento condroesternal ocorrem menos frequentemente.

 

A febre chikungunya apresenta alta incidência de recorrência e cronicidade do acometimento articular com persistência dos sintomas inflamatórios.

 

A doença, na fase crônica, apresenta aspectos muito semelhantes aos da artrite reumatoide. Após as manifestações iniciais, a taxa de recorrência da artrite diminui ao longo do tempo, sendo de 88% a 100% nas primeiras seis semanas, chegando a 12% até cinco anos.

 

Alguns autores defendem a necessidade do acompanhamento reumatológico dos pacientes com artralgia crônica, identificando casos que podem se manifestar a longo prazo como artrite reumatoide secundária.

 

Adriana Costa é médica radiologista, especialista em radiologia pediátrica, integra as equipes do Hospital do Câncer, Idapi e Cadim.

 

 

 

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