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24.04.2025 | 11h20

Abril Azul; é tempo de conscientização

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Lucelmo Lacerda

Divulgação

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Dar visibilidade e estimular a conscientização sobre o autismo estão entre as missões do Abril Azul, campanha que incentiva a inclusão de um grupo social formado por cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com dados do IBGE.

O autismo é uma forma distinta de desenvolvimento neurológico, o que faz com que o indivíduo apresente comportamentos muito diferentes. Há prejuízo na comunicação social, na interação e no entendimento das relações sociais.

Também estão presentes comportamentos restritos e repetitivos, foco intenso em determinados assuntos, rigidez cognitiva importante e alterações sensoriais. Tudo isso, claro, traz prejuízos ao indivíduo.

Neste sentido, é fundamental pensarmos ferramentas para melhorar o dia a dia dos autistas. Para começar, a mais importante: a sociedade precisa ser mais inclusiva e aceitar mais as diferenças e a diversidade entre as pessoas. Isso envolve o comportamento individual e também mudanças institucionais.

É necessário criar estruturas que proporcionem conforto para autistas, como recursos que evitem estimulação excessiva, espaços sensoriais, uso de abafadores de ruído e, principalmente, o reconhecimento legal do autismo como uma deficiência, com os mesmos direitos garantidos às deficiências físicas ou visíveis.

Além disso, é preciso garantir acesso à educação inclusiva de qualidade e a tratamentos baseados em evidências científicas.

O cenário ainda é difícil. Entretanto, apesar das inúmeras barreiras, se fizermos uma análise comparativa com o que era há 15 anos, houve uma enorme mudança. Meu filho, por exemplo, recebeu o diagnóstico há cerca de 14 anos. Comparando aquela época com hoje, a situação é completamente distinta. Estamos avançando, mas ainda há muito a ser feito.

Há questões — complexas, é verdade — que precisam ser superadas. Precisamos de vontade política por parte dos tomadores de decisão e também conhecimento técnico. É imprescindível saber como treinar os profissionais de educação e como adotar um Plano Educacional Individualizado (PEI) com qualidade.

Quando esses dois fatores se unem, vontade política e capacidade técnica, conseguimos avançar. Mas isso só será possível com a luta organizada dos pais e de toda a sociedade. Para que novas conquistas sejam realizadas, todos precisam abraçar essa bandeira em prol dos direitos das pessoas autistas.

 

Lucelmo Lacerda é professor, doutor em Educação e autor do livro “Crítica à Pseudociência em Educação Especial”.

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