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13.04.2022 | 09h09

Abril Roxo: Você sabe o que é adenomiose?

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Laerte Basso

Divulgação

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Estamos no Abril Roxo, uma campanha que visa despertar a atenção das mulheres para o diagnóstico precoce e o tratamento da Adenomiose, problema ginecológico que pode acometer uma em cada dez mulheres no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

No Brasil, estima-se que 150.000 novos casos sejam registrados anualmente. Ela ocorre quando existe a presença de tecido semelhante ao endométrio na camada muscular do útero – o miométrio.

 

A adenomiose é uma doença que provoca uma concentração na parede uterina causando dores, sangramentos ou cólicas fortes, especialmente durante a menstruação, inchaço na barriga, dores durante a relação sexual, aumento da quantidade e duração do fluxo menstrual, prisão de ventre e dor ao evacuar.

 

Em muitos casos, a doença não apresenta sintomas, o que dificulta a sua identificação e faz com que muitas nem saibam da existência do problema.

 

O surgimento da doença pode acontecer com 2 ou 3 anos após o parto mesmo que a mulher já tenha a enfermidade desde a infância. Pouco se sabe sobre as causas, mas a doença pode ser resultado de traumas no útero devido a cirurgias ginecológicas, mais de uma gravidez ou a cesarianas, ou seja, partos cesáreas.

 

A doença pode também ser uma das responsáveis em causar a dismenorreia ou hemorragia uterina anormal, o que é muitas vezes difícil de diagnosticar.

 

Para diagnosticar a doença, é necessário realizar exames clínicos e exames de imagem, como a ultrassonografia endovaginal, ressonância da pelve ou a histeroscopia, para analisar o interior do útero.

 

A Adenomiose tem cura, porém nos casos em que o tratamento medicamentoso não controlam os sintomas, é necessária a intervenção cirúrgica para a retirada do útero.

 

O tratamento mais indicado vai depender da gravidade e outras especificidades de cada caso. Isso, é claro, sempre estando alinhado a bons hábitos de saúde, como a prática de atividades físicas e uma alimentação balanceada.

 

Se o desconforto for mais simples, anti-inflamatórios e analgésicos já dão conta do recado ou se for mais grave o médico poderá indicar a laparoscopia, cirurgia minimamente invasiva e retirar apenas a lesão que acomete o útero.

 

Outro procedimento possível é a radiofrequência: por meio da emissão de calor no local, ela destrói os tecidos que estão doentes. Claro, tudo depende de cada caso e do histórico da paciente. É conversando com o especialista que se chega à melhor proposta terapêutica, que também deixará a mulher mais segura.

 

Laerte Basso é ginecologista e obstetra em Cuiabá (MT), membro da Sociedade Brasileira de Endometriose e da Sociedade Europeia de Endometriose e Doenças do Útero.

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