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05.03.2025 | 13h10

Brain rot; um alerta para a infância

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Lucas Freire

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Conteúdo fácil, rápido, fútil, repleto de gatilhos que estimulam consumo e mostram um padrão de vida difícil de alcançar para a maioria das pessoas. E mais: recebido passivamente o dia inteiro. Você sabe exatamente a que estou me referindo, certo? Pois a vida essencialmente digital, pautada na superficialidade, contribui não somente para o adoecimento emocional, como para o que chamamos de “apodrecimento do cérebro”.


O brain rot é definido pela deterioração do estado mental ou intelectual de uma pessoa exposta a conteúdos extremamente dinâmicos e de baixa qualidade. Segundo especialistas da Universidade de Oxford, o uso dessa expressão teve um aumento em 230% entre 2023 e 2024. Em 2025, convido os pais a criarem mecanismos para que esse termo caia em desuso.


Na infância, os aspectos cognitivos e emocionais estão em uma espécie de “fase de treinamento” para que desempenhem tarefas mais complexas na idade adulta. A exposição constante às telas traz grandes possibilidades de acarretar o brain rot, que pode inibir as habilidades imprescindíveis para a interação futura nos quesitos acadêmicos, profissionais e, até mesmo, sociais.


Entre as consequências do uso excessivo de dispositivos eletrônicos estão o comprometimento da capacidade de planejamento, organização, resolução de problemas, tomadas de decisão e preservação da memória. Isso porque a quantidade e rapidez da informação digital altera o circuito de recompensas do cérebro e gera uma busca constante por estímulos rápidos e imediatos. Assim, a criança perde motivação para buscar novas experiências e estabelecer conexões reais.


Para evitar o desenvolvimento do brain rot, é necessário que pais administrem o tempo que a criança gasta navegando, rolando mídias sociais, assistindo vídeos e jogando, principalmente antes de dormir.


Os responsáveis também devem ficar atentos ao que o algoritmo entrega para os pequenos, como conteúdos negativos e propagandas de uma vida inalcançável, para que não estimule sensações de ansiedade, autoimagem deturpada ou até mesmo raiva.


Mas, por onde começar? Comece por você! Deixe as telas de lado e vá experenciar a vida com as crianças! Estimular o brincar livre é uma das principais ações que devem estar na lista de prioridades, pois gera o incentivo à interação social e desenvolve grande parte das habilidades necessárias para o futuro.


Na primeira infância, o cérebro está em rápido desenvolvimento, e as conexões neurológicas são moldadas pela interação com o mundo físico. O uso de telas nessa fase pode atrasar e prejudicar muito essa dinâmica.


Meu convite em 2025 é para que a sociedade assuma o compromisso em prol da construção saudável do desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças, para que a o termo brain rot fique no passado.


Lucas Freire é psicólogo especialista em bem-estar e autor de “O Leão da Bochecha de Balão e a Redescoberta do Play”, livro em que aborda, de forma lúdica, sobre o perigo do excesso de telas na infância.

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