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03.08.2017 | 00h00

Como construir uma carreira

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A primeira reflexão que trago é a definição da própria palavra "sucesso", porque muitas vezes os profissionais atrelam esta percepção à obtenção de altos salários, benefícios diferenciados ou status, e na verdade o sucesso da carreira não tem haver com nada disso.

Veja, sucesso significa atingir um objeto, cumprir uma meta, e quando pensamos em carreira, estamos também pensando em nossas vidas pessoais, uma vez que o lado profissional é apenas uma das diversas faces ou papéis que cumprimos em nossas vidas, e que estão sempre conectados.

Aquele papo de "virar a chave" quando estamos no trabalho ou quando estamos em casa deve ser visto com muita parcimônia, pois, não é possível construirmos muros pessoais entre os aspectos que compõem nossa vida e simplesmente "pularmos" de um lugar pra outro. Não podemos desconectar o lado trabalhador do lado esportista, ou do lado chefe de família, por exemplo, porque todos estão intimamente conectados e interfere um no outro.

Assim, o termo sucesso reflete que fomos capazes de atingir um objetivo, ou seja, nos satisfazemos, e esta faceta deve refletir a realização de um desejo pessoal, independentemente de salário, benefícios ou status.

O modelo clássico de carreira onde se buscava a ascensão vertical (supervisor, gerente, diretor, VP, etc.) das empresas está falido há tempos. Atualmente, temos um número enorme de pessoas que abrem mão da carreira de liderança para se realizarem em atividades operacionais e técnicas, porque estão em busca de fazer o que gostam.

Quero chamar atenção exatamente para esta expressão: "fazer o que se gosta", este é o verdadeiro termômetro do sucesso, atingir o status de atuar em atividades que lhe dão prazer.

No entanto, para isto, temos grandes obstáculos de pressão social para transpor, os familiares podem não apoiar nosso desejo, você talvez precise abrir mão de certo nível de conforto e padrão de consumo, enfim, esta mudança (como toda mudança na vida) irá tirá-lo de sua zona de conforto e é preciso estar preparado para isso.

A primeira pergunta que te faço é: o que é que você realmente quer? O que te faria feliz profissionalmente à ponto de sentir-se leve para trabalhar 18hs por dia se fosse necessário? Pense bem, porque sua resposta irá gerar as minhas ações como mentor para ajuda-lo a atingir seus objetivos, e você precisará estar disposto a sangrar.

Pode ser que o sucesso pra você vá contra o senso comum, as pessoas podem olhar e dizer que está maluco, mas não se importe com a opinião dos outros, pois a vida e os sentimentos de prazer e frustração serão seus, ninguém irá compartilhar disto com você, então não baseie sua felicidade e realização pessoal nos critérios de quem não estará vivenciando este processo intimamente com você.

Pode ser que sua receita de satisfação esteja em ser alfaiate, socorrista, programador de software, não sei, mas volto à pergunta que vale mais de R$1 milhão: o que te faz sentir realizado? Prestar serviços, vender mercadorias, liderar as pessoas, arte, pesquisa? E esta retórica é muito importante, pois dinheiro traz felicidade momentânea, mas viver fazendo o que se gosta traz realização permanente.

Então, a primeira coisa que trazemos para responder "como construir uma carreira de sucesso" é outra pergunta ainda mais importante: "O que é sucesso pra você?".

Esta é uma jornada de autodescobrimento, não é à toa que vemos profissionais em processo de desengajamento de carreira que desenvolvem planos muito diferentes do que faziam. É comum vermos executivos de empresas que abrem pousadas na praia, ou montam oficinas de personalização de veículos, que abrem startups, enfim, pelo processo de autoconhecimento eles foram capazes de achar sua receita de felicidade, foram pacientes para angariar os recursos necessários, tiveram coragem para romper com a visão de sucesso tradicional, e que agora desfrutam de uma vida mais feliz e realizada.

Utilizamos estas três expressões para trazer pontos fundamentais a fim de fomentar sua carreira: autoconhecimento, paciência e coragem. Sim, precisamos saber o que nos faz felizes, temos que ter paciência, pois, o plano de migração pode exigir muito anos de esforço, e ainda, precisamos ter a coragem para mudar efetivamente, do contrário nossos planos nunca sairão do papel, serão sempre sonhos anotados em uma agenda ou promessa de virada de ano.

Ivan Jacomassi Junior é administrador. Pós-Graduado em Administração de Empresas pela FGV com extensões em Auditoria, Direito Tributário e Gestão e Direito Público. Desenvolveu trabalhos de apoio e ampliação da atividade empreendedora em parceria com SEBRAE/SP. Diretor de Negócios e Consultor junto à PERFIX Consultoria Organizacional.

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