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04.08.2025 | 11h32

Exercício físico e câncer; parte fundamental do tratamento, não um complemento

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Max Lima

Divulgação

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Durante muito tempo, acreditou-se que repouso absoluto era a melhor escolha para quem enfrentava um diagnóstico de câncer. Hoje, a ciência mostra o oposto: movimento é parte do tratamento.


A prática de atividade física, quando bem orientada, fortalece o sistema imune, reduz a inflamação crônica (fator central na progressão de tumores), regula o intestino especialmente relevante em casos de câncer colorretal e melhora a composição corporal, reduzindo gordura visceral, que alimenta o processo inflamatório.


A obesidade como combustível do câncer
Estudos recentes indicam que o excesso de peso e a inatividade física estão associados ao risco aumentado de pelo menos 13 tipos de câncer. O sedentarismo alimenta um terreno biológico favorável à doença: inflamação persistente, desregulação hormonal e resistência insulínica.


E mesmo após o diagnóstico, o exercício continua sendo um aliado poderoso. Ele melhora a resposta do organismo ao tratamento, aumenta a eficácia de quimioterapia e imunoterapia, reduz efeitos colaterais e, surpreendentemente, pode ajudar a frear a progressão da doença, inclusive em casos com metástase.


Mitos que ficaram para trás: linfedema e musculação.
Durante muito tempo, mulheres com câncer de mama que desenvolviam linfedema (inchaço persistente nos braços) eram orientadas a evitar exercícios de força. Hoje sabemos o contrário: o treinamento de resistência, feito de forma progressiva e supervisionada, é seguro e benéfico.


Com orientação especializada e estabilidade do quadro por pelo menos três meses, o exercício melhora o tônus muscular, o que favorece a drenagem linfática e reduz o impacto do linfedema na qualidade de vida.


Recomendações específicas:
• Evitar treino sob calor intenso ou exposição solar direta;
• Realizar avaliações periódicas com equipe de saúde especializada;
• Integrar força, mobilidade e condicionamento cardiovascular.

 

Prescrever movimento: uma conduta médica essencial


Um artigo recente publicado no CA: A Cancer Journal for Clinicians , uma das revistas científicas mais respeitadas em oncologia reforça que o exercício deve ser prescrito como parte integrante do tratamento oncológico, assim como os medicamentos.
A proposta é estruturada em três etapas simples, mas eficazes:
1. Avaliar a capacidade funcional do paciente;
2. Orientar com base no tipo e estágio do câncer;
3. Encaminhar a um profissional da saúde com expertise em exercício oncológico.

 

Rotina como estrutura de autocuidado ativo
No Método ROTINA, defendemos que a longevidade com saúde é construída nas decisões diárias. O exercício físico, mesmo em cenários de doença complexa, é uma ferramenta de autonomia e enfrentamento. Ele ajuda o paciente a manter seu papel de protagonista não apenas no tratamento, mas na vida.


Infelizmente, muitos pacientes abandonam o exercício após o diagnóstico, muitas vezes por medo ou por falta de orientação. A maior parte dessas restrições, no entanto, é temporária e contornável. O que deveria ser exceção acaba virando regra e quem perde é o paciente.

 

Conclusão: movimento é tratamento
Ainda não há uma estrutura global consolidada para garantir que todos os pacientes oncológicos recebam essa orientação de forma padronizada. Mas enquanto isso não acontece, acessar conhecimento e buscar profissionais atualizados pode transformar o prognóstico.


No câncer, o exercício não é um luxo é uma necessidade terapêutica.

 

Max Wagner de Lima Cardiologista | Criador do Protocolo ROTINA
Alta performance, longevidade e medicina personalizada

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