13.04.2026 | 08h48
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Ao longo de mais de 30 anos de atuação clínica, encontrei na Gestalt-terapia não apenas uma abordagem psicológica, mas uma forma profunda e coerente de compreender o ser humano. Mais que isso, a Gestalt-terapia foi além da prática clínica e me transformou como pessoa, principalmente porque foca na consciência integral do indivíduo.
Criada por Fritz Perls, Laura Perls e Paul Goodman na década de 1950, a Gestalt-terapia nasce da integração entre a psicologia da Gestalt, o existencialismo e o humanismo.
Sua proposta rompe com visões fragmentadas, compreendendo o ser humano como um todo em constante relação com o ambiente. Na minha prática clínica, um dos pilares que sustenta o trabalho é o “aqui e agora”, onde encontramos na experiência presente as chaves para compreender nossos padrões, sentimentos e necessidades.
Em vez de permanecer preso ao passado ou ansioso pelo futuro, o trabalho com cada pessoa é um chamado a observar a riqueza do seu momento atual. É nesse espaço que a transformação começa a acontecer.
Para que o processo aconteça é preciso criar um ambiente de escuta, presença e experimentação. Por meio do diálogo e de vivências, os pacientes a trazerem à consciência aspectos que, muitas vezes, permanecem no “fundo” de suas experiências.
Quando esses conteúdos emergem, tornam-se passíveis de integração, promovendo mudanças reais e consistentes. Ao longo dos anos, tenho observado benefícios significativos nesse processo como: A ampliação da consciência, que permite reconhecer sentimentos, pensamentos e atitudes com mais clareza.
A integração do ser, conectando corpo, mente e emoções de forma mais harmoniosa. O fortalecimento da autonomia e da responsabilidade, estimulando escolhas mais conscientes.
O resgate da espontaneidade e da criatividade, possibilitando novas formas de expressão. A melhoria nas relações interpessoais, com comunicação mais autêntica e vínculos mais saudáveis.
E uma transformação duradoura, que vai além do alívio de sintomas e promove crescimento pessoal. Diferentemente de outras abordagens, na Gestalt-terapia não buscamos apenas interpretar ou corrigir, mas sim favorecer o despertar da consciência, colocando cada pessoa no centro do seu próprio processo de mudança.
Acredito profundamente que, ao nos reconhecermos em nossa totalidade incluindo corpo, mente, emoções e relações nos tornamos mais livres para viver com autenticidade.
Catarina M Theophilo é psicóloga com mais de 30 anos de experiência. Atua também como terapeuta com os Florais de Minas, integrando cuidado emocional e desenvolvimento humano em sua prática profissional.
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