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05.07.2025 | 07h15

Gordura no fígado; uma doença silenciosa que agora tem novos aliados no tratamento

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Mariana Ramos

Divulgação

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A Doença Hepática Esteatótica Metabólica (DHem), popularmente conhecida como esteatose hepática ou gordura no fígado, é uma condição que vem crescendo silenciosamente entre os brasileiros. Estima-se que cerca de 25% da população mundial possa estar afetada, muitas vezes sem sequer perceber.

 

Caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado, essa condição está diretamente associada a distúrbios metabólicos como obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e dislipidemia. Com a mudança nos hábitos alimentares e o aumento do sedentarismo, os casos têm se tornado cada vez mais comuns.

 

As principais causas e fatores de risco são: excesso de peso e obesidade, diabetes tipo 2 ou resistência à insulina, colesterol ou triglicerídeos elevados, dieta rica em gorduras e açúcares, sedentarismo e histórico familiar.

 

A grande maioria dos pacientes com esteatose hepática não apresenta sintomas nas fases iniciais. Em alguns casos, podem surgir fadiga, mal-estar abdominal ou desconforto no lado direito do abdômen. O diagnóstico costuma ser feito por meio de exames de imagem, como ultrassonografia, e exames laboratoriais que avaliam o funcionamento do fígado.

 

Quando não há intervenção adequada, a esteatose pode progredir e causar inflamação crônica no fígado, levando à esteato-hepatite, fibrose e, em estágios avançados, cirrose hepática ou até câncer de fígado.

 

Até pouco tempo, a principal recomendação era a adoção de um estilo de vida saudável: perda de peso, reeducação alimentar e prática regular de atividades físicas. Essas medidas continuam sendo a base do tratamento. No entanto, novos medicamentos têm se mostrado promissores no controle da esteatose, especialmente em pacientes com sobrepeso e diabetes.

 

Avanços no combate à gordura no fígado

Ambas são medicações originalmente utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, na obesidade. No entanto, estudos clínicos vêm demonstrando que tanto a semaglutida quanto a tirzepatida promovem redução significativa da gordura hepática, além de melhorarem a sensibilidade à insulina e contribuírem para a perda de peso – fatores essenciais no controle da DHem.

 

Esses medicamentos pertencem à classe dos agonistas de GLP-1 (no caso da semaglutida) e agonistas duplos de GLP-1 e GIP (no caso da tirzepatida), e atuam diretamente na regulação do apetite, metabolismo e resposta inflamatória do organismo.

 

Perspectivas futuras
A ciência tem avançado rapidamente, e hoje conseguimos oferecer aos pacientes mais do que apenas orientações gerais: há opções terapêuticas concretas e eficazes. O mais importante é que o diagnóstico seja feito precocemente e que cada paciente seja acompanhado de forma individualizada.

 

A esteatose hepática é uma doença séria, mas que pode ser prevenida e controlada. O papel do endocrinologista é fundamental na identificação precoce, orientação nutricional e prescrição dos tratamentos mais adequados a cada caso.

O mais importante é lembrar: fígado saudável é sinônimo de saúde metabólica e qualidade de vida.

 

Mariana Ramos é endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá (MT).

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