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17.08.2023 | 14h20

O poder dos anti-inflamatórios contra mastites clínicas em bovinos leiteiros

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Guilherme Moura

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A mastite é uma das principais doenças que atingem bovinos leiteiros em todo o mundo. Dor mundial, a enfermidade resulta em severas perdas econômicas aos produtores da proteína animal. Isso ocorre porque a redução na produção de leite é acentuada nesses casos. Assim, estar atento ao problema é necessário para evitar uma disseminação ainda maior da doença no plantel e o descarte prematuro de bovinos. Além disso, o leite coletado também é descartado, sem falar nos gastos com tratamento, assistência veterinária e piora na qualidade do produto.


Mais do que prejuízos para a produção, o conforto e bem-estar dos animais é duramente afetado pela mastite. Os patógenos não “aliviam” para os bovinos, causando inflamações, muitas vezes extremamente dolorosas, levando às alterações sistêmicas completamente perceptíveis a olho nu, que podem resultar na morte do animal. A série de inflamações que ocorrem nos bovinos são resultados de resposta às infecções causadas, o que traz dor e inchaço no quarto infectado. Por isso, além do foco no combate aos agentes causadores da enfermidade, é importante ter um olhar para o estado clínico do animal.


Alguns dos sintomas da mastite clínica, como inchaço e dor no quarto afetado, são de origem inflamatória em resposta à alguma infecção, causada por bactérias patogênicas. A principal arma para atuar no bem-estar dos bovinos são os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), que controlam a dor originada no inchaço do úbere. Com atividade anti-inflamatória, analgésica e antipirética, esses medicamentos vão trazer conforto ao animal mais rapidamente, devolvendo seu bem-estar físico, enquanto os antibióticos atuam diretamente contra os patógenos e na resolução da infecção.


A mastite clínica no grau leve, que pode ser causada tanto por bactérias contagiosas como por bactérias ambientais, não leva a alterações sistêmicas ou no quarto afetado dos animais. Já em grau moderado, que tem as mesmas bactérias como causa, ocasiona inchaço, vermelhidão, edema e enrijecimento das mamas, levando dor às vacas. Ainda assim, o pior cenário está em grau agudo. Nesse, o animal fica extremamente baqueado, pois apresenta febre e outros sinais de distúrbio sistêmico, como depressão acentuada, pulsação fraca, olhos fundos, fraqueza e anorexia. É tão grave que o animal pode chegar à morte facilmente. Os principais causadores de casos agudos são as bactérias ambientais (Gram Negativas), principalmente coliformes, como Escherichia coli, Klebsiella pneimonae e Enterobacter aerogenes.


Além do tratamento, vale ressaltar que o pecuarista também pode tomar medidas que evitem casos de mastite, principalmente agudos. Geralmente, esses casos se desenvolvem pela permanência de animais em ambientes com excesso de fezes, lama e umidade nos períodos pré e pós-ordenha. Aí, sim, caso a prevenção não surta efeito, os anti-inflamatórios devem entrar em ação, para reduzir ao máximo os efeitos negativos da presença dos micro-organismos no corpo dos animais.


Um dos principais medicamentos com ação anti-inflamatória do mercado é o Tolfedine® CS, desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal. Além de reduzir a inflamação, ele também atua como analgésico, aliviando a dor, e antipirético, diminuindo a temperatura corporal. Além disso, o medicamento se destaca no mercado por ser de dose única e de carência zero, além de ser desenvolvido à base de Ácido Tolfenâmico – princípio ativo exclusivo da companhia no Brasil. O Tolfedine® CS não prejudica a qualidade e produção do leite, que pode ser consumido simultaneamente à sua administração intravenosa.

 

Guilherme Moura é médico-veterinário, doutor em ciência animal pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e gerente técnico de animais de produção da Vetoquinol Saúde Animal.

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