Publicidade

Cuiabá, Terça-feira 29/09/2026

Colunas e artigos - A | + A

29.09.2026 | 11h12

Semana decisiva; tudo ou nada

Facebook Print google plus

Onofre Ribeiro

Chico Ferreira

Chico Ferreira

No próximo domingo 158 milhões de eleitores no Brasil poderão ir às urnas votar para presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais. Na eleição de 2022, 32,9 milhões de eleitores deixaram de votar. Representou 20,9 por cento do total. Em 2022 o número total de eleitores no país foi de 156 milhões. Pouca diferença para esta eleição. Logo, se houver o mesmo percentual de faltosos, o percentual de faltosos pode variar muito pouco.

 

Na eleição de 2018, vencida por Jair Bolsonaro, os institutos de pesquisa detectaram uma forte corrente para derrotar o lulo-petismo. De fato, aconteceu, porque em maio daquele ano, Bolsonaro tinha 3 por cento de preferência do eleitorado. Não teve horário eleitoral gratuito porque o seu partido o PSL era insignificante. Mesmo assim venceu.

 

Os institutos de pesquisa detectaram agora, no fim da campanha, um sentimento de mudança na população. Corre-se o mesmo risco de 2018. Na realidade, os institutos captaram também um sentimento de indiferença da população em relação à eleição. Algo como desesperança generalizada. Que, aliás, aparece no ânimo da campanha nas ruas, tanto para presidente da República como para governadores, senadores e deputados.

 

Li um artigo de análise na semana passada que dizia: “os eleitores não acreditam mais na política como acreditavam em outras eleições. A capacidade de produzir escândalos tanto no governo como no STF fez nascer um sentimento de que nada vale a pena quando se trata de política”. É um péssimo sentimento para se levar para eleições gerais. O país está afundando muito depressa para suportar esse sentimento de desesperança.

 

Esta eleição de 2026 talvez seja a mais emblemática desde 2002.

Há um caos à frente na economia, na política, na estrutura do Estado, e o governo já não diz muita coisa aos cidadãos. Existem camadas de eleitores mais jovens que não veem a política e o governo com bons olhos. Pura descrença. Pouco ânimo para irem votar.

 

É fruto de uma longa construção política, partidária e governamental que exauriu o modelo de Estado no país. Antes, corrupção era um fato ocasional. Hoje é regra e não tem chance de mudar. Os poderes da República estão completamente disfuncionais e isolados, cada um dentro da sua bolha de poder. O poder é o que importa.

 

Nos estados, esse clima de desânimo e de desestruturação se repete. Já ninguém se comove com a campanha eleitoral e com o movimento político. Esta semana será de guerra final entre quem disputa. Os eleitores estão lembrando um velho ditado árabe: “enquanto os cães ladram, a caravana passa!”.

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro1944@gmail.com

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Já escolheu em quais candidatos vai votar?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Terça-feira, 29/09/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.