03.05.2018 | 00h00
Terminamos o artigo da semana passada perguntando: quantos anos estamos dispostos a servir ao dinheiro para termos a tão esperada qualidade de vida, a paz, a autonomia, enfim, ser dono da sua própria vida? Qual o antídoto?
O antídoto é uma mudança total de paradigmas sobre o trabalho. Esse paradigma já está posto. Falamos nas últimas semanas sobre o cenário atual e o cenário futuro em relação ao trabalho.
Existem duas formas de sermos remunerados pelo nosso trabalho: renda direta e renda residual. O paradigma que se vê (e já está ultrapassado) é o da renda direta, ou seja, sou remunerado em função do meu esforço (na melhor das hipóteses). Até aqui está tudo lindo, maravilhoso. Mas, e se você ficar doente? E se viajar? E se tiver filhos? Muitas empresas, administradas por pessoas com visão tacanha, ainda hoje, deixam de contratar mulheres por conta do "risco" da gravidez. Veja que nos é tirada até a liberdade de gerarmos nossos filhos em função do dinheiro.
A renda residual, por sua vez, é aquela em que temos um esforço inicial, mas depois, independente de onde estivermos, do nosso estado de saúde, se temos filho ou não, a renda chega. Um exemplo que sempre gosto de dar é o do compositor. Há o esforço de compor a música, de mostrar aos cantores, duplas, bandas etc., às gravadoras (já quase em desuso, também), e de ter sua música aceita por qualquer um desses entes. A partir daí, e se essa música cair no gosto popular (veja que tudo isso dá trabalho), independentemente de sua condição e local, cada vez que ela é executada em um show, cada vez que toca na rádio, você recebe um valor a título de direito autoral, que é uma espécie de royalties. Com livro é a mesma coisa. Você escreve, publica (na Amazon, por exemplo) e cada vez que alguém adquire, também independentemente se você está trabalhando, de férias, doente, com filho novo, "morgando", ou qualquer outra situação, você recebe.
Dentro de todo esse cenário que nos é imposto hoje, é mais que premente buscarmos uma forma de termos renda residual, mesmo mantendo o nosso emprego que nos dá a renda direta. Um bom trabalho realizado hoje, minimiza os riscos futuros, pode nos gerar uma "aposentadoria" precoce (em termos de renda e liberdade financeira, independente se continuamos trabalhando ou não), além da qualidade de vida que tanto buscamos. Opções não faltam. Vamos falar sobre algumas delas na próxima semana.
Claudinet Coltri Junior é professor, palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br facebook.com/coltrijunior.
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