14.02.2018 | 16h50
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O presidiário José Edmilson Bezerra Filho, 31, negou que a ação criminosa registrada dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, que vitimou 5 pessoas, incluindo um bebê de 6 meses, fosse para resgatá-lo. Por sua vez, o delegado Marcelo Jardim, responsável pelas investigações no âmbito da Polícia Civil, afirmou ao Gazeta Digital que trabalha com todas as hipóteses, o que inclui tanto as possibilidades de tentativa de resgate como de execução.
Com uma extensa ficha criminal e 4 condenações que totalizam 23 anos de prisão, o criminoso relatou, depois do tiroteiro na unidade de saúde, que teria matado um membro da facção criminosa Comando Vermelho (CV) por isso acredita que a ação seria para executá-lo. A informação é do presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), João Batista Pereira de Souza.
“Ele (José) alegou desconhecer o resgate e disse que a ação pode ser em virtude de um homicídio cometido contra uma pessoa do Comando Vermelho, que teria mandado os suspeitos para executar ele”, disse João Batista ao confirmar que o preso seria integrante da fação rival – o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), na tarde desta terça, Edmilson reclamou de fortes dores nas costelas e, conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), não há plantão médico nas unidades prisionais nos feriados e fins de semana, os agentes penitenciários tiveram que levá-lo a UPA Morada do Ouro, posto de atendimento mais próximo dos presídios.
Batista afirma com naturalidade que a saída do preso foi monitorada, independente das hipóteses do ataque na UPA. “Celular dentro do sistema penitenciário é a coisa mais corriqueira que existe. Se, por ventura foi uma tentativa de resgate, havia uma comunicação entre o pessoal lá de dentro (do presídio) com os de fora e se foi uma tentativa de homicídio alguém o estava monitorando”, aponta.
José Edmilson responde por crimes de homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas, receptação e porte ilegal de arma cometidos em várias cidades, entre elas Rondonópolis, Jaciara, Cáceres, Várzea Grande e Cuiabá.
Uma investigação interna é realizada pela Sejudh para apurar o vazamento da informação de que o preso sairia da unidade prisional, os dados serão repassados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso.
O delegado Marcelo Jardim é cauteloso e não revela detalhes das investigações.
No tiroteio na UPA Morada do Ouro ocorrido por volta das 17h30 desta terça-feira (13), feriado de Carnaval, pelo menos 3 criminosos entraram na unidade de saúde atirando e balearam 5 pessoas incluindo um bebê de 6 meses que encontra-se internado num leito de UTI do Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá. O estado de saúde dele é considerado grave.
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EMANUEL FLOWERS - 14/02/2018
se esse cidadão que tem essa extensa ficha estivesse na PCE isso não teria acontecido... aliás... condenado cumprindo pena no CRC? quem mandou ele prá lá? condenado cumpre pena em penitenciária...
1 comentários