01.12.2015 | 00h00
Casada com Álvaro Duarte Monteiro, proprietários da fazenda, que hoje se encontra o parque que leva seu nome, mulher de fibra, grande educadora, parceira do esposo, e que sempre tomava as mais importantes decisões da família. Partiu dela a decisão de doar 60 ha para a construção da UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO, pois entendia que uma capital como Cuiabá não poderia se desenvolver sem possuir uma Universidade com ensino Superior. E mais, entenderam, Nair e Álvaro, à época, que pela localização ímpar da fazenda que possuíam, que a mesma não poderia impedir que as mais importantes Avenidas de Cuiabá passassem pela propriedade, dentre elas a Avenida Fernando Correa da Costa, a Arquimedes Pereira Lima e a várias outras avenidas. Importante frisar que essas áreas nunca foram objeto de indenização. Devido às invasões de suas terras, citemos como exemplo o Bairro Pedregal e parte do Bairro Carumbé, invasões estas que quase sempre contavam com a conivência da classe política, no ano de 1977 resolveram vender a fazenda para o empresário e sobrinho ORLANDO NIGRO FILHO, com a promessa de que iria realizar ali investimentos para poder desenvolver a cidade de Cuiabá. Promessa que se cumpriu, pois realizou naquela época algo que nunca havia sido feito em Cuiabá.
Primeiro foi o lançamento do Loteamento Jardim das Américas em 1980, entregue com toda a infraestrutura (asfalto, água, galeria de águas pluviais, rede de energia elétrica, iluminação pública e meio fio), empreendimento este que retirou do Município a obrigação de custear com recursos do contribuinte a urbanização de um bairro novo, recursos estes que agora poderiam ser usados em outras finalidades, atendendo outras prioridades. Impossível mensurar o quanto isso trouxe de benefício e desenvolvimento para o Município.Após Loteamento Jardim das Américas I, seguiu-se com o Jardim das Américas II e III, Jardim Itália I e II e por fim, o Alphaville I e II, todos com infraestrutura completa. Importante frisar que no ano de 1977 o Estado de Mato Grosso sofreria com a sua divisão e com a queda de 70% de sua arrecadação, além de assumir todo o custo da dívida existente, então empreender naquela época num Estado em transformação era uma tarefa hercúlea.
No entanto, precisamos contar um fato ocorrido à época. Para viabilizar o investimento inicial, o empresário Orlando Nigro Filho vendeu 100 ha para a empresa Provalle de Goiânia e com esses recursos, iniciou a série de investimentos na região.
Esta área vendida - atualmente Bairro Renascer -, juntamente com o Bairro Pedregal 63 ha e Carumbé foram as únicas áreas da grande totalidade da fazenda que não foram urbanizadas e loteadas pelo empresário devido à invasão das mesmas. Ressalte-se sem nenhuma das benfeitorias implantadas nos empreendimentos legalizados. Em que pese a luta para desocupação da área invadida, inclusive com diversos pedidos de prisão aos Secretário de Segurança da época, que insistiam em descumprir ordens judicias, nunca se conseguiu a desocupação da área invadida, e acabou-se legalizando o ilegal. O reflexo dessa decisão atingiu os contribuintes de toda a cidade, pois coube ao Município além de ter que urbanizar a área e dotá-la de toda a infraestrutura inexistente, e ainda tendo que indenizar o proprietário da área invadida. Resumindo, os contribuintes pagam 02 vezes.
Decisões assim somente beneficiam posseiros profissionais em detrimento de toda a sociedade.Em resumo, os contribuintes arcaram com a regularização de 1500 lotes e o município não recebeu nem 1 real em impostos diretos ou indiretos. Infeliz os Municípios que possuem gestores que não respeitam o direito de propriedade e através de medidas populistas deixam os cofres públicos em péssima situação econômica. Os empreendimentos que foram realizados pelo empresário Orlando Nigro Filho, geraram muitos empregos e um ótimo resultado financeiro para o Município de Cuiabá, pois a área antiga, por ser uma Fazenda recolhia ITR, imposto recolhido a UNIÃO FEDERAL, e a partir do investimento e da incorporação com a venda dos lotes, passou a recolher IPTU ao Município, e passou a ser local de geração de renda, impostos, todos estes voltados ao crescimento da cidade.
O empresário Orlando Nigro Filho doou, e a palavra é essa mesmo, doou, 75.000 m2 para a criação do Parque Tia Nair. Acrescidos a essa doação seguiu-se mais 100.000 m2 como forma de compensação pela implantação dos loteamentos Alphaville 1 e 2. Assim, o Parque Tia Nair passou a ter 175.000 m2, sendo 75.000 m2 vindo da doação particular e o restante de obrigação legal. Documentos em posse do Município atestam a veracidade desta informação. Para homenagear sua tia e madrinha, pois foi ela quem deu a palavra final para a venda da fazenda, sem garantias, e com liberação total para uso e revenda, o empresário Orlando Nigro Filho decidiu homenageá-la não só com o nome, mas com o carinhoso "TIA NAIR".
A mudança do nome do parque pode ser considerada um demérito ao doador e a memória da Tia Nair, pois a área foi doada sem a exigência de nenhuma compensação por parte do Município.Desta forma, lutamos para preservar sua vontade que é a manutenção do nome já dado ao Parque.
Por fim Prefeito Mauro Mendes, a família não se conforma com a alteração do nome do Parque, e foi muito bem recebida a intensão da retirada de votação da mensagem 98/2015 que estava na Câmara de Vereadores e que previa a alteração do nome do Parque.
Agradecemos o Pref. Mauro Mendes de preservar a memória de tão grande valor para os familiares da família Duarte Monteiro e Nigro
Leopoldo Mário Nigro Sobrinho é empresário
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.