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07.07.2018 | 00h00

Vacinar é básico e necessário

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É um absurdo que depois de quase 20 anos sem registros de sarampo adquirido no país, o Brasil volte a ter surtos em cidades de vários estados, inclusive com a morte de um bebê, esta semana, em Manaus (AM), que decretou estado de emergência esta semana diante do surto da doença.

Mais absurdo é saber que esta é uma doença viral que se combate com vacina de alta eficácia e que confere proteção permanente, isto é, para toda a vida. Vacina esta que começou a ser usada na década de 1960 e que se tornou mais amplamente difundida no Brasil no final dessa década, começo dos anos 70. A partir daí houve um aumento contínuo da cobertura vacinal, ou seja, o percentual de crianças vacinadas foi aumentando progressivamente.

Em 1992, a partir de uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo, a vacina foi mantida no esquema rotineiro de vacinação. Depois disso, o número de casos, que era de 1,2 milhões, baixou de tal forma que, desde 2000, 2001, não se registraram mais episódios de sarampo adquirido no país. Os que, por acaso, ocorreram foram todos importados. No pequeno surto de 2005, o caso inicial da doença foi adquirido por um surfista fora do Brasil, mas a circulação do vírus foi impedida na população brasileira.

Para se ter uma ideia do impacto que a vacinação contra o sarampo representou, é importante lembrar que, no Brasil, antes da vacina, praticamente todas as crianças que nasciam pegavam a doença e parte delas evoluía com complicações eventualmente fatais.

Além do Amazonas, em outros estados como Roraima e Rio Grande do Sul também foram registrados casos, assim como no Rio de Janeiro.

Desde o início de março, a capital amazonense registrou 2.231 notificações de casos, com 271 confirmados até o momento. Outros 1.841 seguem em investigação. Manaus não registrava casos de sarampo havia 18 anos.

Diante do aumento de casos, a Secretaria de Saúde daquele estado antecipou a campanha de vacinação, inicialmente prevista para agosto.

Hoje, o que temos é a volta desta e de outras doenças já erradicadas e que podem ser evitada por meio de vacina, tudo por conta dos índices de cobertura vacinal cada vez mais baixos.

Muitos fatores podem ser elencados para explicar esses baixos índices, desde a falta de vacinas em alguns casos, a má distribuição das unidades, as condições precárias dos postos de saúde, horários de funcionamento inadequados para atender às necessidades da população, baixo ou inexistente nível de cobrança da exigência da vacinação infantil e de adultos.

Tudo isso corrobora para que tenhamos atingido esse lamentável quadro que exibimos hoje que deixa o país em estado de alerta.

Matéria veiculada esta semana pelo jornal A Gazeta - edição de domingo 01/07 - mostra que a cobertura vacinal de Mato Grosso é de apenas 32,8%, sendo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza como seguro um índice de 95%. O estado tem um município em que essa cobertura é de apenas 1,6% - Serra Dourada. E mesmo onde há o maior índice de cobertura, Paranatinga, ela é de 58,85%, pouco mais da metade da população.

Esta situação não é "privilégio" de Mato Grosso, em vários outros estados, a busca por vacinas é bastante baixa. Um exemplo é a vacinação contra gripe que, mais uma vez, não atinge as metas estabelecidos pelo Ministério da Saúde e vem sendo prorrogada na esperança de que as pessoas busquem os postos de saúde para se imunizar.

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