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22.11.2009 | 03h00

Problemas comuns são observados no bairro mais rico e no mais pobre

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Localizado na região Oeste de Cuiabá, o bairro Santa Rosa é o endereço de políticos, empresários e profissionais liberais bem sucedidos. De acordo com o Perfil Socioeconômico dos Bairros de Cuiabá, estudo do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU), os responsáveis pelos domicílios possuem a renda mais alta dentre os 250 bairros da cidade. O trabalho, elaborado em 2007, e baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que a renda média é de 37,51 salários mínimos por mês, o que equivale a R$ 17.442,15. Mesmo assim, moradores reclamam que foram abandonados pelo poder público.

Diferentemente do bairro Santa Laura, que aparece no estudo como o bairro mais pobre, comida não falta na mesa dos moradores. Mas alguns dos problemas encontrados nos 2 bairros são semelhantes. Em certas vias do Santa Rosa, o asfalto some de repente, como na avenida Egito, onde um trecho pavimentado dá lugar, na subida, a uma estreita ruela cercada por mato nos 2 lados. Na avenida Canadá, num certo trecho, também já existiu algum dia asfalto.

"Os políticos justificam o abandono dizendo que neste bairro existe o maior índice de inadimplência do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)", relata um morador, que não quer ser identificado.

Na avenida França, os buracos tomam conta de boa parte do trecho. Na parte baixa da avenida, talvez pela ação das águas, o asfalto sumiu.

No bairro, também é grande o número de lotes vazios, a maioria sem muros, e tomados pelo mato. "Estou há mais de 20 anos aqui e nunca arrumaram nada", diz outro morador, que contratou um roceiro para cortar o mato de um terreno baldio ao lado de sua casa. "Aqui tem é muito mato, buraco, e mosquito", reclamou uma empregada doméstica, que acabava de sair de uma residência, onde trabalha há 7 anos.

No bairro Santa Rosa predomina o grupo que tem 15 ou mais anos de estudo. Mas ao contrário do que é comum nos bairros mais pobres, ali não há nenhum líder comunitário que assuma o papel de porta-voz do grupo e que reclame e reivindique seus direitos. Muitos entendem que é chegada a hora de se criar uma associação de moradores que os represente. Estritamente residencial, o Santa Rosa possui um restaurante, famoso pelo cardápio à base de peixe, e um hipermercado na avenida Miguel Sutil. O shopping mais perto é o Goiabeiras. Praça, existe apenas uma. Os vizinhos, mal se conhecem. Saem pela manhã em seus automóveis e retornam à noite. Imersos em seus afazeres e obrigações, desconhecem, ou não põem em prática, um costume cuiabano que se observa muito em alguns pontos da cidade: o bate-papo nas soleiras da porta.

Segurança - Uma característica do Santa Rosa é a preocupação com a segurança. Dados da Polícia Judiciária Civil justificam. De janeiro a setembro deste ano foram registrados 104 furtos, 44 roubos e 1 homicídio. É comum avistar, dia e noite, guardas contratados para vigiar as casas, que, na maioria, possui muros altos, e sistemas de vigilância e proteção que incluem cercas elétricas.

"Nas casas onde não há segurança acontecem os furtos e geralmente durante o dia, depois que as empregadas vão embora", diz Enedino da Trindade, 51, que há 15 anos trabalha no local.

Na parte do dia, ele cuida de 2 casas. Ele também conta que a Polícia Militar costuma fazer rondas regulares, "dia e noite".

Em outro ponto do bairro, na esquina das ruas Itália e Suécia, vigias montaram uma guarita de madeira e prestam segurança dia e noite. "Fazemos nestas ruas a segurança para 13 moradores. Aqui nunca tivemos problemas. Os moradores se sentem tranquilos com a nossa presença", diz Daniel de Lima, 56.

Morar no Santa Rosa, em alguns pontos, custa caro. Segundo uma imobiliária que atende à região, uma residência, na parte de cima do bairro, com área construída de mil metros quadrados, num terreno de 3 mil metros quadrados, pode custar R$ 1,7 milhão. Mas pode-se encontrar casas mais em conta. Uma nova, com 158 metros quadrados de área construída, pode ser adquirida por R$ 268 mil. Já um terreno, na área mais nobre, com 450 metros quadrados, custa R$ 90 mil. Onde não tem asfalto, o valor cai e lotes podem ser negociados a partir de R$ 30 mil.

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