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26.11.2015 | 12h52

Chacina do Pedregal muda rotina dos moradores

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(Corrigida às 16h10) Na semana passada, uma chacina com 2 mortos e 1 ferido aterrorizou os moradores do bairro Pedregal, em Cuiabá. Devido à preocupação com a criminalidade no local, os moradores tiveram que mudar suas rotinas.

A moradora A.C.G, 35, informou que todos na casa dela trabalham até tarde. Desde que aconteceram essas mortes mudamos todo o nosso cronograma. Eu e meu marido vamos para casa mais cedo, só para ir buscar nossos três filhos. Assim, todos chegam em casa e ninguém sai para mais nada. Do jeito que o bairro está é melhor não arriscar.

Outra moradora que não quis se identificar, conta que mudou seu horário no serviço para não ter que transitar à noite pelas ruas do bairro. "Se antes tínhamos medo, agora nem sonho em chegar tarde na minha casa. No máximo até às 20h tenho que estar com tudo fechado. Como recebemos o toque de recolher é melhor não ficar marcando bobeira".

O professor universitário e sociólogo, Naldson Ramos da Costa informa que esses crimes costumam ser fruto de disputas pelo controle de território e de negócios ilícitos, seja entre grupos criminosos ou entre delinquentes e a polícia.

Naldson relata que existe uma solução para estas violências e principalmente para as chacinas. "Tem que haver um trabalho em conjunto, entre governo e sociedade. Do lado do Estado, é necessária uma ampla reforma da atual política de segurança. E isso inclui uma apuração rigorosa sobre a responsabilidade criminal destas pessoas que violam as leis".

"Fatos semelhantes podem se repetir no futuro, mas não é matando o criminoso que vamos resolver o crime. Não temos tido investimentos na parte de inteligência da polícia".

O sociólogo alerta que outro fator muito importante é a impunidade, porque se quem comete o crime não for punido, ele se sente legitimado e vai cometê-lo novamente.

"A maioria de nós não se dá conta de que a situação que vivemos hoje não favorece a ninguém. Não é saudável viver numa sociedade onde nos sentimos permanentemente ameaçados. Enquanto não pensarmos em uma política de segurança pública que beneficie a todos sem qualquer tipo de distinção e que defenda o direito à vida, não teremos paz".

Outro lado

A assessoria de imprensa da Policia Judiciária Civil (PJC), a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) informa que está investigado os crimes do Pedregal em sigilo. Logo que tiver os resultados concluídos irá divulgá-los.

Acionada pela manhã para comentar a situação do bairro Pedregal, a assessoria da Sesp encaminhou o esclarecimento que segue na íntegra:

"Desde o início da nova gestão da política de Segurança Pública foram detectadas, com base em informações da Inteligência criminal, zonas quentes de criminalidade e bairros com maior incidência de violência para o direcionamento do policiamento. Entre os bairros foi apontado o Pedregal, que passou a ter atenção especial, de modo que, de primeiro de janeiro a 31 de outubro deste ano, foram registrados dois homicídios, o menor número dos últimos cinco anos.

Neste mês de novembro, duas ações no bairro vitimaram três pessoas, fatos estes que são investigados por uma força tarefa criada na Polícia Judiciária Civil e acompanhada pela Secretaria de Segurança Pública.

As investigações estão em estágio avançado, não sendo confirmado, até o momento, qualquer motivação dos crimes por uma possível guerra entre facções criminosas.

A Secretaria de Segurança Pública reforça ainda que na comparação com o ano de 2014, houve queda no índice de homicídios em Cuiabá contabilizando uma redução de 5,3% no total, no período de primeiro de janeiro ao dia 25 de novembro deste ano.

A Secretaria de Segurança Pública, sempre atenta ao reforço do policiamento em áreas de risco, determinou à Polícia Militar desde o dia 22 de novembro, data da primeira ação criminosa, presença maciça na área. Na tarde desta quinta-feira (26.11), acontecerá uma reunião com os secretários de Segurança e o Comando Geral da Polícia Militar para prestarem informações sobre o ocorrido na última noite no bairro e determinação de saturação plena do local.

A Secretaria de Segurança Pública enfatiza ainda que, desde o dia 14 de setembro deste ano, foram investidos mais de R$ 5 milhões em pagamento de jornada extra aos policiais militares, o que significa a presença de 280 militares a mais por dia nas ruas de todo Estado, especialmente em zonas quentes de criminalidade.

“Com o reforço ainda maior do policiamento, tanto da tropa ordinária quanto da especializada, temos plena confiança de que a Polícia Militar será capaz de restabelecer a ordem no local e, sobretudo, resgatar a confiança do cidadão. E a força tarefa investigativa prenderá os culpados. Essa é a nossa determinação e estamos confiantes na nossa estratégia”, afirmaram os secretários de Segurança Pública, Mauro Zaque, e o secretário Executivo da pasta, Fábio Galindo.

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Comentários

Manoel - 27/11/2015

Queremos mais segurança no Jardim Leblon, na rua 04 de Janeiro (faixa de Gaza).

graci - 27/11/2015

Bairro Boa Esperança, Rua 44, raras vezes encontramos policiais circulando. Eu pago meus impostos e tenho que pagar segurança particular

graci - 27/11/2015

Bairro Boa Esperança, Rua 44, raras vezes encontramos policiais circulando. Eu pago meus impostos e tenho que pagar segurança particular

Aldo - 26/11/2015

Parabéns para a segurança do estado de transformação. Que transformação....

4 comentários

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