Publicidade

Cuiabá, Terça-feira 30/06/2026

Cidades - A | + A

VETERINÁRIA FAZ ALERTA 10.05.2026 | 10h05

Casos de leishmaniose em cães crescem 78% em Cuiabá

Facebook Print google plus
Vithória Sampaio

redacao@gazetadigital.com.br

Acervo Pessoal / Fotoarena / Chico Ferreira

Acervo Pessoal / Fotoarena / Chico Ferreira

O aumento dos casos de leishmaniose visceral canina em Cuiabá acendeu o alerta das autoridades de saúde e também de especialistas da área veterinária. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apontam que, entre janeiro e março de 2026, foram registrados 118 casos confirmados da doença em cães, um crescimento de 78,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Além do avanço da doença entre os animais, a preocupação também envolve os riscos à saúde humana, já que a leishmaniose pode ser transmitida às pessoas por meio da picada do mosquito-palha infectado.

 

Em entrevista ao , a médica veterinária Karol Anne Mendes explicou que diversos fatores podem estar contribuindo para o aumento recente dos casos na Capital.

 

“Os mosquitos procuram locais com matéria orgânica em decomposição, como quintais com folhas, frutas e fezes de animais. Outro ponto importante é a migração de cães infectados para regiões onde antes não havia registros da doença”, afirmou.

 

Segundo a médica veterinária, animais silvestres como gambás e raposas também podem atuar como reservatórios da leishmaniose. O avanço do desmatamento e a aproximação desses animais das áreas urbanas favorecem a circulação do parasita.

 

Entre os principais sinais da doença nos cães estão emagrecimento, feridas na pele, principalmente nas orelhas e no focinho, queda de pelos, crescimento anormal das unhas e problemas oculares.

 

O diagnóstico pode ser realizado por meio de testes rápidos imunocromatográficos, exames laboratoriais como ELISA e RIFI, além de exames parasitológicos. A orientação é que os tutores procurem um médico veterinário ao perceberem qualquer alteração no animal.

 

Apesar da preocupação, Karol Anne reforça que a doença não é transmitida diretamente entre cães e humanos. “Tanto a leishmaniose visceral quanto a tegumentar não são contagiosas. A transmissão acontece por meio do mosquito-palha, que pica um animal infectado e depois pode transmitir o parasita para outros animais e também para pessoas”, explicou.

 

Em humanos, Cuiabá já notificou dois casos da doença neste ano, sendo um confirmado e outro ainda em investigação. A veterinária alerta que a ausência de medidas preventivas também contribui para o aumento dos casos.

 

“A utilização de coleiras inseticidas, repelentes e antiparasitários ajuda bastante na prevenção. Além disso, é fundamental manter os quintais limpos e evitar o acúmulo de matéria orgânica”, orientou.

 

A SMS reforça que a principal forma de prevenção é eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor, mantendo quintais limpos e sem lixo acumulado. A Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) também disponibiliza testagem gratuita para cães em Cuiabá.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Você vai viajar nas férias de julho?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Terça-feira, 30/06/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.