irmãos de 7 e 9 anos 19.03.2022 | 08h14
Reprodução
Os irmãos Glauco e Gleison Carvalho Ferreira, de 7 e 9 anos, respectivamente, que estavam desaparecidos desde o dia 18 de fevereiro, foram encontrados nesta quinta-feira, 17. Os meninos, que vivem com a mãe na cidade de Manicoré (AM), a 380 quilômetros de Manaus, se perderam no meio da floresta amazônica, quando tentavam capturar pássaros.
Desde o desaparecimento, homens do Corpo de Bombeiros faziam buscas pelas crianças, e contavam inclusive com a ajuda de indígenas da comunidade Capanã Grande, uma das maiores da cidade, uma vez que os indígenas conhecem bem a região onde as crianças estavam perdidas. A dupla de irmãos foi encontrada por um morador que entrou na floresta para serrar árvores.
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As crianças, que foram encontradas em situação de desnutrição, contaram à mãe que estavam comendo durante os dias de desaparecimento, uma fruta típica da região, chamada sorva. A informação foi confirmada pela mãe dos meninos, a diarista Rosinete da Silva Carvalho.
‘Eu perguntei: ’Meu filho, vocês não comeram nada?’. Ele me disse: ’A gente comeu sorva, mãe’. Os meninos sempre comiam sorva porque meu filho mais velho pegava quando ia caçar, e sempre que via trazia uma saca para eles. Então eram acostumados com a sorva‘, contou a mãe, em entrevista à Rede Amazônica.
A sorva é uma fruta pouco adocicada, com casca verde e bastante pequena. O fruto era bastante consumido por seringueiros que cortavam a mata amazônica em busca do látex e muitas vezes não levavam nada para a alimentação nos chamados varadouros - as trilhas no meio da floresta. A sorva tem alto teor de gordura e em razão do carboidrato que possui, é uma fonte de energia para o corpo.
Glauco e Gleison foram transferidos de Manicoré para Manaus em uma UTI Aérea, e estão internados em leito de UTI do Hospital da Criança. O estado de saúde delas é considerado ‘grave‘ segundo boletim médico emitido pelos médicos do hospital, contudo, o quadro está estável e os meninos seguem com dieta hipercalórica para que possam recuperar o peso ideal.
O pediatra Eugênio Tavares, que coordena a equipe médica que acompanha os irmãos, relatou em boletim que foram solicitados novos exames de sangue, urina e fezes, para avaliá-los novamente nesta sexta-feira, 18. ‘Faremos uma transição na alimentação, agora está sendo líquida, depois pastosa. Eles precisam ganhar pelo menos 50% do peso que perderam durante todo esse período, para poder voltar a Manicoré. Mas não há uma previsão certa para que isso aconteça, e até lá faremos o acompanhamento contínuo‘, destacou.
Ainda que a transferência tenha ocorrido por meio aéreo de suporte intensivo, os dois irmãos não ficarão internados em uma UTI, mas em enfermaria com estrutura preparada especialmente para atender casos complexos como o de Glauco e Gleison. É o que explica a diretora do Hospital da Criança, Liege Menezes.
‘Temos toda uma estrutura necessária para essas crianças. Não foi necessário serem admitidas na UTI. Vão ficar em leito de enfermaria, mas temos todos os especialistas necessários para que tenham uma excelente evolução e prognóstico. E esperamos que esse tratamento aconteça com todo sucesso‘, afirmou a gestora.
A transferência dos dois irmãos só foi realizada após pedido, por ofício, do Ministério Público do Amazonas, que avaliou a situação dos meninos como grave e que, portanto, necessitavam de transferência com urgência para a capital, onde há maior estrutura de atendimento médico especializado.
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Wilson Britto - 19/03/2022
Esse fato e muito intrigante: Se partir de um princípio que índios tem instintos que beiram as estratégias de animais, esse caso está mal explicado. E obvio que deve existir um divisor de águas entre o instinto de um indígena nato e outro socializado, mas a própria genética é o que conta e por isso preserva o comportamento em qualquer fase. Bom vamos aos fatos: As crianças desapareceram na mata, e sob uma desculpa esfarrapada o alarme foi lançado, as equipes de buscas acionadas e não se logrou êxito. Não quero entrar no mérito da questão sobre o fracasso das equipes de buscas, mas eu não posso conter o desejo de perguntar onde esta a capacitação desses profissionais, uma vez que as crianças não se afastaram quase nada do seu habitat. Me desculpem mas esse é um fracasso a ser revisto senhores. A tática tá fraca num tá? As crianças devem serem plenamente homenageadas pelo poder publico ou no mínimo por um veículo de comunicação da região, tanto pela sabedoria como pelo tempo de sobrevivência somado sozinhos na mata. Primeiro porque souberam se alimentar dos produtos da natureza com sabedoria. Digo isso porque poderiam terem se contaminado com algum fruto venenoso. Quero lembrar que na maioria dos casos quando se vaga perdido por muito tempo, uns sempre fraquejam primeiro, e nesses casos e bem comum o grupo se dividir na tarefa entre buscar ajuda e vigiar o moribundo. Nesse caso olhem só a sabedoria desse menino. Como não havia um terceiro para vigiar o irmão ele preferiu permanecer ao seu lado acontecesse o que quer que fosse, até fraquejar também. E completando, eu quero afirmar que os pequenos dispõem de uma perícia ultra-humana senão a toda prova, porque se defender numa floresta onde os bichos peçonhentos estão por toda parte não é tarefa fácil, pior ainda quando se trata de uma Amazônia. É claro que o próprio odor dos nativos se familiariza ao dos bichos afugentando-os, ou no mínimo familiarizando-se . Isso não é lenda como conta os seriados de Hollywood. Há fatos concretos pelo mundo afora comprovando essa tese. Eu sou escritor e numa das minhas obras eu defendo ferreamente a teoria do mito sobre os anjos: a fase inocência tem um período embora muito polêmico, mas comprovadamente a bíblia afirma que este período de 12 a 13 anos, e neste período a maioria das crianças inocentes são protegidas por anjos. Eis ai outra questão né? E como afirmei no início o fato é intrigante demais, e eu acabo de ler que o delegado também suspeitou do ocorrido. Esse profissional tem faro e vai descobrir que existiu motivação para as crianças se ausentarem proporcionada por um ou mais membros da família, ou no mínimo negligencia. Não é muita coincidência eles terem sido encontrados por um dos parentes? Esse ai tem muito que se explicar ,e eu tenho certeza que o delegado vai chegar nele. Aliás já devia ter lhe investigado. A história de Joãozinho e Maria é só um conto de fadas gente. As crianças sairão para caçar passarinhos na mata? Conta outra história porque essa ai não colou. Parabéns a todos que participaram da saga, principalmente o governador do estado que providenciou traslado para os pequenos até um recurso mais bem aparelhado. Pretendo homenageá-los. Depois que tudo passar e que eles estiverem em boas condições vou entrevista-los para compor um livro personalizado para eles... Desejo vitória a todos, e que Deus continue abençoando as crianças.
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