maior parte na baixada 17.01.2026 | 07h15

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Divulgação
O ano de 2025 resultou em cerca de 1450 animais silvestres resgatados e encaminhados para clínicas veterinárias credenciadas junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). No total, ocorreu um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões.
A maior parte das ocorrências de resgate nesse período concentrou-se na região da Baixada Cuiabana, onde também foi registrado o maior número de atendimentos clínico-veterinários. Somente nessa área, 739 animais silvestres receberam cuidados especializados nas clínicas Anjo da Guarda e Megalos. Já no interior do Estado, outros 741 animais foram atendidos nos municípios com clínicas credenciadas.
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Durante todo o ano, 6 clínicas veterinárias credenciadas estiveram ativas junto à Sema desde o início do ano, sendo duas na Baixada Cuiabana, Anjo da Guarda e Megalos (Várzea Grande), e 4 no interior do estado, Aukimia (Sorriso), Animais & Cia (Barra do Garças), Mascote (Confresa) e Prontovet (Nova Mutum). Além disso, mais duas clínicas, Gugavet (Cáceres) e Agroverde (Sinop), foram credenciadas no segundo semestre.
No período, ocorreram também 780 solturas de animais silvestres, considerando tanto as solturas brandas, que são monitoradas, quanto as abruptas, que tem liberação imediata, em Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas).
Além das reinserções na natureza, a Sema também atuou na destinação adequada dos animais que, por diferentes motivos, não puderam retornar à vida livre. Esse ano, 38 animais silvestres foram encaminhados para empreendimentos legalizados localizados fora do estado. Entre eles, estão o Zoológico de São Paulo, o Zoológico de Brasília, o Mantenedouro ELO (GO), o Zoo RQ (GO), o Mantenedouro Santuário Onça-pintada (MG) e o Mantenedouro Barreiras (BA).
Período crítico de incêndios
Durante o período de estiagem de 2025, quando as condições climáticas aumentam o risco de incêndios, o número de atendimentos a animais silvestres vítimas das queimadas foi consideravelmente baixo. Houve 4 casos, sendo uma Jiboia, uma Cutia, um Veado-catingueiro e um Tatu-galinha. Todas as ocorrências tiveram solicitação de resgate na Baixada Cuiabana e ocorreram fora das Unidades de Conservação.
A atuação da Gerência de Fauna Silvestre (GFAU), durante esse período, também se estendeu ao trabalho de conscientização e prevenção junto às comunidades. Em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e o Corpo de Bombeiros Militar, foram realizadas visitas às comunidades locais, comércios e pousadas ao longo da Estrada Parque Rodovia Transpantaneira, na região de Poconé.
Guardiões e Asas
Em 2025, 7 novas propriedades manifestaram interesse em firmar parceria junto à Sema, como Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas), sendo que 5 chegaram à fase final de elaboração documental.
Segundo Sanid Nassardem, proprietário da Fazenda São Benedito e parceiro da Sema como Asas desde 2022, participar desse projeto é uma experiência muito satisfatória e emocionante, não apenas por possibilitar o retorno dos animais à vida livre, mas também por contribuir para a preservação do ambiente em que eles vivem.
“Aqui, nós auxiliamos na reabilitação de filhotes de Periquitos, Maracanãs, Araras e Tucanos. Em 2025, também cuidamos de vários filhotes de Anta órfãos, o que foi desafiador e importante, porque os filhotes são totalmente dependentes dos nossos cuidados. Ser parceiro em uma Asas é emocionante e muito compensador, além da responsabilidade com os animais, temos também, a função de ajudar na preservação e na conservação dos animais silvestres e do ambiente em que eles vivem”, afimrou.
No mesmo período, 29 interessados se inscreveram no cadastro de guardiões/tutores da Sema, mas apenas sete candidatos foram considerados aptos para receber animais especiais, aqueles com sequelas ou agravantes que os impossibilitam de retornar à natureza. A maioria das solicitações indeferidas apresentavam falta de infraestrutura para o recebimento dos animais, ou limitações no espaço físico incompatíveis com as exigências para o bem-estar das espécies escolhidas.
Para Ana Laura, que atua como guardiã há quatro anos, a função é uma forma de preservar o bem-estar e a vida desses animais.
“Vejo a guarda legal responsável como uma forma de priorizar salvar a vida de cada um desses animais que, por algum motivo, estão inaptos ao retorno à vida livre. Muitos têm limitações físicas ou necessidades especiais. E apesar disso, como guardiã, busco respeitar e atender as necessidades naturais (físicas, nutricionais, comportamentais) e bem-estar deles, dentro das demandas de cada espécie. É muito gratificante! Envolve responsabilidades, dedicação, amor e respeito”, afirmou ela.
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