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veja vídeos 07.09.2020 | 16h48

Após acidente de médica, biólogo explica como lidar com picada de cobra

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Reprodução

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“Quero fazer um passeio ao ar livre, uma caminhada, uma trilha, vou visitar uma cachoeira... O que eu posso fazer para diminuir o risco de um acidente por cobra?”. Esta dúvida ronda a cabeça do público, ainda mais após o acidente da médica Dieynne Miranda Saugo, picada duas vezes por uma jararaca em uma cachoeira de Nobres.


Diante das incertezas e para evitar mais acidentes, o biólogo e professor Luiz Eduardo Saragiotto gravou vídeos em que responde esse questionamento, e explica o que fazer quando encontrar com um animal peçonhento.


Segundo Saragiotto, ao entrar em uma região de mata, o ideal é usar sapatos fechados e calças. No entanto, pouquíssimas pessoas vão a um passeio – ainda mais para banho em rio ou cachoeira - com roupas fechadas, preferindo ficar à vontade de chinelos e bermudas.

 

Leia também - Médica picada por cobra está em estado grave e família cria 'vakinha' para transferi-la para SP


Por tanto, o recomendado é ficar de olhos bem atentos no caminho. “O que é importante mesmo é andar de olhos bem abertos. Bastante atento, olhando pro chão. Se o local está sujo, é legal andar com uma vara na mão, passa aquela vara antes para saber se tem algum bicho ali ou não. Porque o animal é muito bem camuflado, é o ambiente dele, nós é que somos os intrusos”, alerta.


Caso ocorra um acidente, o biólogo orienta que se lave o local da picada com água – se tiver sabão, melhor ainda. Gelo também pode ajudar na compressão da ferida, amarrado com um pano, já que ele pode queimar a pele.


Ele ainda orienta que não se faça de modo algum torniquetes ou garrotes. “Não ajudam em nada. Temos dois problemas: o veneno fica mais concentrado nesse local e os danos nesses tecidos começam a acontecer mais rapidamente. E o fato de amarrar, impede o sangue com oxigênio de circular naquela área, provocando a morte das células muito rápido”, explica.


Após lavar a região da picada, é preciso que a pessoa ferida mantenha o membro – se for braço ou perna, por exemplo – levantado. Evitar correr e permanecer deitado, até o atendimento médico.


Além disso, Saragiotto tranquiliza. Morte por envenenamento de animais peçonhentos acontece caso a pessoa ferida fique desassistida de atendimento médico entre 3 a 4 horas.


“Há relatos em que pessoas morrem com um tempo menor, mas por uma fatalidade. Às vezes a serpente pica exatamente dentro de uma veia, ai o espalhar do veneno fica muito rápido, e se for um veneno com características hemorrágicas, a pessoa pode ter um acidente vascular cerebral, por exemplo, e morrer num intervalo de tempo muito curto. Mas a grande maioria dos acidentes, a pessoa vai ter algumas horas até buscar atendimento”.


Em seguida, a pessoa deve ser levada a um hospital público, onde o tratamento com soro antiofídico é gratuito. Também não é preciso preocupação de não ser atendido pela unidade pública: o acidente é tratado como “risco vermelho”, ou seja, atendimento imediato por risco iminente de morte.


Soro antiofídico
Além do socorro, o biólogo explica em um segundo vídeo como o soro antiofídico é produzido. O Instituto Butantan, em São Paulo, é o responsável pelos estudos e produção do tratamento. Após extrair o veneno das cobras, eles encaminham as doses para a fazenda do próprio instituto.


O veneno, em pequenas doses, é injetado em cavalos, que produzirão anticorpos. “Esses cavalos, após 15 a 20 dias do recebimento do veneno, começam a produzir naturalmente anticorpos - proteínas de defesa que bloqueiam e destrói a ação do veneno. esses anticorpos são extraídos do cavalo, através de sua corrente sanguínea e enviados para os laboratórios do Instituto. Eles passam por vários testes, processos de purificação, e finalmente esse soro está pronto”.


O soro é comprado pelo Ministério da Saúde, que distribui para as Secretarias Estaduais de saúde. O biólogo ainda conta que em Mato Grosso, 72 municípios recebem o soro antiofídico.


“Mesmo se fosse eu, visitar uma região e soubesse do risco de ter animais peçonhentos, e Mato Grosso tem uma característica de ser um ambiente favorável a instalação desses animais, eu ligaria em um hospital antes pra saber se ali tem ou não atendimento”, orienta.

 

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Comentários

Marcia - 07/09/2020

Fica a dica para o prefeito e Secretário de Saúde de Nobres

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