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28.03.2015 | 09h40

Austríaco tenta embarcar com ouro e acaba preso em MT

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Agentes da Polícia Federal (PF) prenderam, nesta sexta-feira (27), o bilionário austríaco Werner Rydl, no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande. Ele estava em posse de uma barra de ouro que pretendia transportar de forma ilegal - pois não foi declarada -, para Santarém, no estado do Pará. Após a detenção, ele foi levado para a superintendência da PF, em Cuiabá, mas o órgão não repassou detalhes da ocorrência.

Werner Rydl, naturalizado brasileiro, já tem histórico de envolvimento em crime de evasão fiscal em seu país de origem, a Áustria. A assessoria de imprensa da Polícia Federal não foi localizada para repassar mais informações sobre a prisão. Atualmente, ele é empresário com atuação no comércio de ouro e apontado como dono de uma fortuna de aproximadamente R$ 19 bilhões.

O transporte de ouro não declarado é proibido, pois configura em crime de evasão de divisas. Não é raro a PF efetuar prisões no principal aeroporto de Mato Grosso de pessoas tentando embarcar com o minério de forma irregular. Quando isso acontece, a pessoa acaba presa por não ter a autorização para o transporte e pelo fato de a origem do minério ser desconhecida.

A pena para crime varia de 1 a 5 anos de prisão e multa. Conforme a PF, constitui crime contra a ordem econômica produzir bens ou explorar matéria-prima pertencentes à União, sem autorização legal. A pessoa que adquire, transporta, industrializa, leva consigo, consome ou comercializa produtos ou matéria-prima, obtidos dessa forma também comete o mesmo crime.

Em 2006, o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, concedeu a extradição do austríaco, sob a acusação de burla qualificada continuada (crime grave de fraude), resistência contra autoridade e organização criminal. O pedido foi feito pela Áustria, em dezembro de 2004, por meio do Tribunal de Primeira Instância para Assuntos Penais de Viena, sendo solicitada, posteriormente, a prisão do austríaco e efetuada a prisão preventiva dele em março de 2005.

Por sua vez, ele negou as acusações que lhe foram formuladas pelo governo austríaco, atribuindo o fato a perseguições políticas. Alegou que não cometeu os crimes de sonegação fiscal e que tais delitos estariam prescritos à luz das legislações de ambos os países. Rydl disse também que era brasileiro naturalizado desde agosto de 1995 e que seu processo de naturalização foi requerido bem antes da data da imputação dos fatos supostamente delituosos.

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