transmissão pelo contato 26.08.2026 | 14h55

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Divulgação
O caso da filha da influenciadora Viih Tube, que teve piolhos às vésperas do casamento da mãe, trouxe à tona um problema comum na infância e ainda cercado de mitos: a pediculose. A infestação não está relacionada à falta de higiene e pode se espalhar rapidamente entre crianças durante o convívio escolar. Em Mato Grosso, 172.678 crianças estavam matriculadas na educação infantil em 2024, segundo dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica, o que reforça a importância da prevenção e do tratamento adequado no ambiente escolar.
Desmistificar a condição é um dos primeiros passos para combatê-la. De acordo com o médico Matheus Brianez, residente em Saúde da Família e pós-graduando em Dermatologia pela Afya Cuiabá, o preconceito em torno da pediculose pode dificultar a identificação e a prevenção do problema.
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“Existe um grande preconceito de que a pediculose está ligada à falta de higiene ou à sujeira, o que é um mito. O piolho prefere, inclusive, cabelos limpos e saudáveis para se fixar e se alimentar. Qualquer pessoa, independentemente de classe social ou hábitos de banho, pode contrair o inseto”, esclarece o especialista.
A principal forma de transmissão ocorre pelo contato direto entre as cabeças, algo frequente durante brincadeiras e atividades cotidianas. “É normal que, durante as brincadeiras, haja contato direto entre as cabeças, que é a principal forma de transmissão da doença. O piolho não pula nem voa; ele apenas se desloca e rasteja pelos fios de cabelo”, explica Brianez.
O sinal mais característico é a coceira persistente, principalmente na região da nuca e atrás das orelhas. O incômodo é provocado por uma reação inflamatória à saliva liberada pelo inseto durante a alimentação. Quando não tratado, porém, o quadro pode evoluir. A coceira contínua pode provocar ferimentos no couro cabeludo e favorecer infecções bacterianas secundárias, acompanhadas de pus e dor, que podem exigir tratamento medicamentoso mais complexo.
Diante de um diagnóstico ou mesmo de uma suspeita, o especialista orienta pais e responsáveis a não recorrerem a soluções caseiras, como vinagre, álcool, querosene ou óleos. Além de não terem comprovação científica de eficácia, esses produtos podem causar danos à saúde das crianças.
“Alguns desses métodos podem causar irritações graves, dermatites de contato e até queimaduras no couro cabeludo, principalmente se houver exposição posterior ao sol. O tratamento seguro consiste na utilização de medicamentos pediculicidas específicos, indicados por profissionais de saúde, aliados à remoção mecânica”, destaca.
Nesse processo, o tradicional pente fino continua sendo uma ferramenta importante para a retirada manual dos piolhos e das lêndeas. A recomendação é examinar os cabelos sob boa iluminação, separando-os em pequenas mechas e passando o pente da raiz até as pontas.
Após a identificação do parasita, a orientação é manter a calma, iniciar o tratamento adequado e verificar cuidadosamente os demais moradores da casa. O piolho pode sobreviver entre 24 e 48 horas fora do corpo humano. Por isso, objetos de uso pessoal que tiveram contato recente com os cabelos, como fronhas, toalhas, bonés, tiaras e escovas, também merecem atenção. Esses itens devem ser higienizados e, quando possível, lavados com água quente ou mantidos isolados em sacos plásticos por alguns dias.
Outro cuidado importante é comunicar a escola assim que houver a confirmação do caso. Para o médico, informar a instituição não deve ser motivo de constrangimento, mas uma medida de responsabilidade coletiva, já que permite que outras famílias verifiquem os filhos e adotem as medidas necessárias. “É a única forma de fazer com que outros pais verifiquem seus filhos e a cadeia de contágio seja efetivamente interrompida no pátio e na sala de aula”, finaliza.
Serviço
Em Mato Grosso, a Afya Educação Médica Cuiabá oferece atendimentos gratuitos em diversas especialidades, incluindo Psiquiatria, Clínica da Dor, Endocrinologia, Nutrologia, Pediatria e Ultrassonografia. As consultas dependem de agendamento prévio e disponibilidade de vagas. Os interessados podem entrar em contato pelo número de WhatsApp: (65) 99689-7280.
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