VEJA FOTOS E VÍDEOS 15.05.2019 | 18h13
João Vieira
Com os cortes na educação anunciados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, é possível que as estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Isabele Ferreira e Amanda Silva Costa, de 17 anos, que estão no 3º ano do curso de eventos, não consigam finalizá-lo.
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Isto porque com a redução de 30% no orçamento do instituto, em um total de R$ 31 milhões, a tendência é que ao menos 17 campus do IFMT deixem de funcionar agosto. Cortes também afetam a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que deve ter a redução nos repasses na ordem dos R$ 34 milhões. Segundo a reitora Myrian Serra, só há dinheiro até o fim do 1º semestre letivo deste ano.
Por isso, aproximadamente 6 mil pessoas, entre estudantes e professores, se reuniram em Cuiabá, na Praça Alencastro, no início da tarde desta quarta-feira (15).
Com palavras de ordem, eles protestaram pela desistência da decisão. "A nossa luta é todo dia, educação não é mercadoria" e "Ô, Bolsonaro, fala a verdade, educação nunca foi prioridade", gritavam os manifestantes, enquanto marchavam pelas rua Barão de Melgaço e avenidas Generoso Ponce, Tenente Coronel Duarte e Getúlio Vargas, algumas das principais vias na região central da Capital.
"A gente veio representar a nossa escola, também como grêmio estudantil e prestar a nossa indignação com a atual situação da educação no nosso país. A gente espera que alguma coisa mude e a gente sabe que para mudar é necessário que a gente se reúna", disse Isabele.
Quando concluírem o ensino técnico, a pretensão das jovens é ingressar na UFMT. O sonho de Isabele é cursar jornalismo. Com o corte de verbas, contudo, a tendência é que elas sequer saiam no IFMT.
"A gente sabe que é através da educação que o desenvolvimento de um país começa a funcionar. Com esse corte pode ser que nosso campus feche e muitos projetos possam não permanecer por conta disso", concluiu Amanda.
Wellen de Oliveira, 22 anos, está no último semestre do curso de nutrição da UFMT. Ela considera que a manifestação é importante porque, apesar de ela estar prestes a concluir a graduação, outras pessoas necessitam do ensino superior gratuito.
"Eu também quero continuar o meu estudo e quero fazer mestrado e doutorado. Eu simplesmente não tenho condição de estudar sem o apoio que o governo sempre deu para as universidades federais. Eu quero seguir na área da pesquisa e da docência, corre um sério risco de eu não conseguir seguir o meu sonho de ser professora", disse.
Para a professora Lélica Lacerda, representante da diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso -(ADUFMAT), o corte de recursos representa a inviabilização dos sistemas de educação pública.
"A reitoria já anunciou que a partir de julho a universidade não tem condições de pagar água, luz, serviço de limpeza. Sem que se editasse uma lei que retirasse o direito à educação das pessoas, se editou uma lei que cortam recursos, então isso significa na prática o fim do direito à educação da população. Ela vai virar uma mercadoria que só vai poder comprar quem tem dinheiro, quem não tem não vai ter educação", finalizou.
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ana - 15/05/2019
sugiro que assistam a deputada por SC Ana Capagnolo no youtube.... e vejam os titulos das monografias de mestrado e doutorado que nós pagadores de impostos estamos sustentando. vão ficar de cabelo em pé
1 comentários