INCERTEZA NO INÍCIO DO ANO 31.01.2023 | 15h35

khayo@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira
Alunos, pais e a comunidade acadêmica da Escola Estadual André Luiz da Silva Reis, localizada no bairro Consil em Cuiabá, vivem momento de incerteza sobre onde serão realizadas as aulas neste início de ano letivo. Com toda a escola em reforma, Secretaria de Estado de Educação (Seduc) negocia a possibilidade de os estudantes utilizarem a unidade escolar do Grande Templo.
A insegurança se dá pelo fato de que a comunidade escolar foi pega de surpresa com a reforma total da unidade após o retorno do período de férias. Com as salas indisponíveis, diversos locais foram cogitados para que as aulas sejam realizadas, mas sem nenhuma certeza.
Com menos de uma semana para o início das atividades de ensino, professores não sabem onde serão realizadas as aulas e pais cogitam trocar os filhos de escola. Ao portal, Seduc afirmou na tarde desta terça-feira (31) que a reforma na André Luiz modernizará a escola, erguida há 30 anos, sem que haja riscos de que o ano letivo seja prejudicado.
Reformas e insegurança
Todo imbróglio teve início com a reforma da unidade. Inicialmente, conforme contou ao
a coordenadora Milene Weiber, a obra teve início em 2018. Posteriormente, a reforma foi pausada e retornou em agosto de 2022.
"Era para ser feita em blocos, mas não sei o motivo para não fazer assim. Daí acabou que retornamos agora em janeiro e estava tudo destruído", disse. Inseguros com a situação, professores foram informados pela pasta que havia tratativa para que os alunos tivessem aula no prédio de uma escola particular da avenida do CPA.
Na certeza de que o acordo havia sido firmado, professores foram novamente surpreendidos na última quinta-feira (26) com a informação de que o contrato com a escola não foi firmado. Diante da situação, Seduc apontou que os alunos poderiam ser transferidos para a Escola Estadual Cesário Neto, no bairro Bandeirantes.
Insatisfeita com a mudança próxima ao início do ano letivo e com a distância entre as escolas, a comunidade acadêmica se reuniu e criou uma comissão para tratar da situação com a Seduc. Em reunião na manhã desta terça-feira, pasta apontou que negociaria para que alunos tenham aula no Grande Templo.
"A gente estava certo que mudaria na semana passada, mas quinta-feira que era o último prazo ficamos sabendo que não existia mais essa possibilidade. Então, a gente não sabia como seria", disse a coordenadora.
"Estamos vivendo agora um dia de casa vez, porque não sabemos o fazer. Não sabemos o que fazer com os professores ainda, se vai remanejar ou não. Não sabemos sobre os funcionários. Então, está bem complicado. A gente está aguardando sem saber muito o que fazer", acrescentou.
Seduc
Questionada sobre a escolha de reforma da escola de uma única vez, a pasta apontou que, por uma questão técnica, a equipe de engenharia recomendou a obra geral. Seduc disse ainda que o acordo com a escola particular só não foi firmado por desistência do locatário. Pasta apontou que não há possibilidade de eventual prejuízo aos estudantes.
"Todos estão matriculados ou rematriculados. Os professores estão atribuídos. Somente as aulas seriam em outra unidade, temporariamente. Ou seja, as mesmas turmas continuam existindo e com os mesmos professores, com aulas em outra unidade até que seja feita a reforma a nova escola entregue á comunidade", disse.
À reportagem, pasta frisou ainda a necessidade de reforma do espaço atual. "A nova estrutura, por exemplo, vai possibilitar instalar equipamentos de segurança exigidos pelos Bombeiros, terá instalações elétricas compatíveis com as necessidades atuais, Rede de esgotamento sanitário também de acordo com a legislação, além de toda a comodidade de uma escola moderna. O prédio atual tem mais de 30 anos e estava há décadas sem investimento na sua infraestrutura", apontou.
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