SETEMBRO AMARELO 20.09.2026 | 10h16

laisa@gazetadigital.com.br
Luiz Leite
A atuação do Centro de Valorização da Vida (CVV) representa um dos pilares mais importantes no suporte emocional e na prevenção do suicídio no Brasil. Com uma trajetória de dedicação à escuta e à empatia, a instituição mantém uma rede vasta e capilarizada que acolhe milhares de pessoas diariamente. Para compreender a dinâmica dessa rede, os desafios operacionais e o perfil do voluntariado, o
buscou entender os processos que envolvem desde a capacitação inicial até os dados mais recentes de atendimento.
O ingresso no CVV é rigoroso e estruturado para garantir que o acolhimento seja feito com o máximo de respeito e sigilo. Para se tornar voluntário, independentemente da forma de atendimento, é necessário ter mais de 18 anos e participar de um curso de capacitação e seleção gratuito, que pode ser realizado presencialmente ou pela internet. As inscrições são feitas na aba “Seja voluntário” do site institucional, onde o candidato também pode compreender melhor as formas de atendimento.
O treinamento para novos voluntários dura aproximadamente três meses, com encontros semanais. Trata-se de um processo seletivo no qual o participante é apresentado à forma de acolhimento da instituição, passando por treinamentos práticos que incluem simulações.
“Assimilando a nossa forma de acolher, ela é convidada para ser voluntária do CVV”, destaca o voluntário Carlos Eduardo Latterza de Oliveira ao
.
Para lidar com a complexidade das chamadas, que abordam temas diversos como solidão, perdas de saúde, de entes queridos, de trabalho ou bens, além de depressão e problemas sentimentais, os voluntários recebem suporte contínuo.
“Para atendê-las, o voluntário passa por treinamentos mensais, em reuniões que visam lhe ofertar apoio, oportunidades de estudo e treinamento dos atendimentos, abordando todos os temas que podem surgir nas ligações”, explica, acrescentando que, durante os plantões, o compromisso é atuar de maneira sigilosa, com compreensão, respeito e atenção.
Demanda nacional e o contexto operacional.
O volume de atendimento do CVV possui expressão nacional e reflete a alta procura por apoio emocional. No ano de 2025, a instituição registrou cerca de dois milhões de apoios oferecidos por 3.200 voluntários distribuídos em 18 estados, além do Distrito Federal. Os estados que apresentaram maior procura foram São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia, em ordem decrescente.
Ampliando a análise para o período mais recente, o Relatório de Atividades Nacionais do CVV (2º Trimestre de 2026) aponta que o serviço recebeu mais de 550 mil ligações entre abril e junho de 2026, com os voluntários disponibilizando cerca de 70 mil horas de escuta. A instituição conta atualmente com 88 postos de atendimento presentes em 20 unidades da federação.
“Os plantões duram cerca de 3 horas semanais, tempo em que o voluntário fica disponível para oferecer apoio emocional às pessoas que procuram o CVV. [...] Hoje temos o plantão remoto, que pode ser adotado pelo voluntário que tiver condições técnicas, como notebook, internet de boa qualidade e, principalmente, um espaço adequado para o atendimento, com privacidade, que garanta o sigilo”, explica Carlos.
Os voluntários também podem atuar nos cerca de 90 postos físicos espalhados pelo Brasil. Contudo, o principal canal de atendimento continua sendo o telefone 188, que funciona de forma integrada a um convênio de cooperação técnica com o Ministério da Saúde. O serviço é essencialmente sigiloso e gratuito, inclusive para ligações de telefones celulares, operando 24 horas por dia, todos os dias do ano.
Frentes de atuação
Além do tradicional suporte telefônico pelo número 188, o CVV diversificou suas formas de contato para assegurar maior acessibilidade à população. A instituição atua por meio de chat e de e-mail, além de manter atendimento presencial em postos específicos.
O trabalho do CVV também transborda para o ambiente comunitário por meio de ações na sociedade. Sobre isso, Carlos Eduardo ressalta que a instituição realiza atividades “atendendo, indistintamente, grupos, núcleos e espaços sociais, públicos e privados, que reúnam pessoas interessadas em expandir, compartilhar e vivenciar a aceitação, a compreensão, a confiança e o respeito à dignidade humana, o cuidar das pessoas e o autocuidado”.
Dessa forma, o CVV consolida-se não apenas como um canal de emergência para a prevenção do suicídio, mas como um movimento contínuo de valorização da vida, sustentado pelo tempo, pela escuta qualificada e pela dedicação de seus milhares de voluntários, tanto em Mato Grosso quanto no restante do Brasil.
A escuta acolhedora pode representar um novo capítulo na vida das pessoas. Por isso, o CVV mantém seu lema: “Como vai você?”. Caso precise de apoio emocional, não hesite em entrar em contato com o 188, ativo todos os dias em todos os momentos.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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