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DEU NA GAZETA 29.09.2019 | 09h09

Coração mata duas pessoas por dia e homens são as principais vítimas

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Cuiabá registra uma média de duas mortes por dia em decorrência de doenças cardiovasculares, sendo o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC) os principais responsáveis pelos óbitos. Consumindo menos frutas e hortaliças e com excesso de peso, homens ainda são as principais vítimas. Dado consta no levantamento realizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) com base em informações do Datasus, que expôs a proporção de óbitos por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) selecionadas, para os sexos masculino e feminino, no período de 2001 a 2016, nas capitais do
Centro-Oeste do Brasil.

 

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O estudo elenca 13 tipos de DCNTs, sendo 5 ligadas diretamente ao sistema cardiovascular. No período de 5 anos, 1.357 mulheres morreram em Cuiabá em decorrência de uma dessas doenças, sendo que 529 tiveram AVC e 501 infarto do
miocárdio. As duas patologias são as que mais mataram homens também, com 761 e 958 óbitos registrados, espectivamente.

 

Entre 2001 e 2016, 2.138 homens morreram devido às doenças do coração na capital mato-grossense. Estes números podem ser explicados ao se observar os hábitos da população local, já que comparativo entre as Pesquisas de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2006 e 2018 aponta que apesar de haver redução no número de fumantes, homens e mulheres engordaram mais e reduziram o consumo de frutas e hortaliças do cardápio diário. Mesmo fazendo mais atividades físicas, 27,6% dos homens e 12,6% das mulheres assumiram que, no último ano, ingeriram entre uma e 5 doses de bebida alcoólica em uma mesma ocasião. Os índices colocam Cuiabá entre as
capitais mais obesas do país.

 

Conforme último IBGE Saúde, no Estado, aproximadamente 3,9% da população sofre com problemas coronários, o  quivalente a cerca de 135 mil pessoas. O reflexo também pode ser observado nos procedimentos cardíacos realizados em Mato Grosso. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), em um ano (abril de 2017 a abril de 2018) foram realizadas 735 cirurgias cardíacas no Estado, sendo 468 cirurgias com toracotomia e 267 angioplastias com stent armacológico. Procedimentos custaram à pasta R$ 3,4 milhões.

 

No dia em que se comemora o Dia Mundial do Coração (29) e no mês que ampliam as discussões sobre as doenças, o Setembro Vermelho, especialistas apontam para o avanço da população idosa no país e o crescimento das doenças relacionadas ao órgão, dando ênfase à população feminina e pessoas mais jovens. Por isso, alertam para a prevenção e adoção de um estilo de vida saudável como forma de frear o avanço.

 

Mudar hábitos alimentares e sociais é ainda a forma mais eficaz de prevenção, inclusive para pessoas que já têm
histórico familiar.

 

Médico cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia em Mato Grosso (SBC-MT), Roberto Cândia afirma que existem fatores de riscos classificados em não modificáveis e modificáveis, que definem aqueles que possuem maior risco para a doença. A idade avançada, o sexo e também o registro de casos de doença na família, fazem parte dos não modificáveis e trazem alerta para que os cuidados sejam tomados.


indivíduos, por isso, o ideal é que a prevenção comece o quanto antes. “Quem tem casos na família, por exemplo, de fato
precisa começar o acompanhamento médico o quanto antes, porém, além desse acompanhamento, a pessoa pode prevenir as doenças com mudanças de hábitos”.


modificáveis, que incluem ainda tabagismo, obesidade, diabetes, sedentarismo e alimentação. “Todos esses citados podem ser mudados com o emprenho pessoal, trazendo assim menos chances para desenvolvimento de problemas no coração”. 

 

Cândia explica também que os dados mostram que os homens ainda são os mais atingidos pelas doenças, mas essa realidade vem mudando em decorrência da mudança social. Com mulheres cada vez mais exercendo papéis de lideranças no mercado de trabalho, assumindo muitas vezes rotinas exaustivas com a conciliação dos serviços de casa e do trabalho, aliado ainda ao estresse e a má alimentação, a tendência é que haja aumento do diagnóstico de doenças cardíacas neste público.

 

Além disso, existem também fatores considerados não habituais como retirada do útero, históricos de abortos e partos
prematuros, diabetes gestacional, préeclâmpsia e outros.

 

O médico explica também que muitos outras doenças podem causar problemas cardíacos, como câncer, diabetes e outras
doenças crônicas, mas, em especial, ele destaca a hipertensão que é uma das principais causas e precisa de atenção já que
muitas vezes é silenciosa. “Nem sempre ela dá sinais. O ideal é sempre estar conferindo a pressão arterial que deve estar ser de 12/8.

 

Até 14/9 é considerado tolerável, mas passou disso é sinal de alerta”  

 

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