PERÍODO DE ESTIAGEM 23.08.2026 | 18h02

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Vithória Sampaio
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) seguem mobilizadas, neste domingo (23), no combate a 10 incêndios florestais nos municípios de Santo Antônio de Leverger, Paranatinga, Ribeirão Cascalheira, Matupá, Vila Rica, Cláudia e São José do Rio Claro. Além disso, os militares mantém sob controle dois incêndios nas cidades de Sorriso e Nova Santa Helena nas últimas 24 horas.
Em Sorriso, as equipes controlaram um incêndio de grandes proporções que atingiu uma área de vegetação no bairro Jardim Aurora, na tarde de hoje. Os bombeiros foram acionados por volta das 14h15 e encontraram as chamas espalhadas por praticamente toda a área verde, indicando a suspeita de incêndio criminoso. Uma operação de combate foi mobilizada, com militares e viaturas, além do apoio de caminhões-pipa e de brigadistas cedidos pela Prefeitura Municipal.
Após aproximadamente três horas de operação, o incêndio foi controlado e isolado, sem risco imediato de propagação para as áreas adjacentes da área verde atingida. No entanto, permanecem focos ativos no interior da mata afetada, principalmente em troncos e materiais vegetais. As equipes permanecem no local realizando o combate aos focos remanescentes e o rescaldo, a fim de evitar a reignição e a eventual propagação do fogo.
Também permanece controlado, por não apresentar risco imediato de propagação e estar restrito a uma área considerada segura, o incêndio localizado no município de Nova Santa Helena. No município, há focos isolados e as equipes permanecem mobilizadas no monitoramento das áreas, com atenção a possíveis reignições e à eliminação de eventuais focos remanescentes.
Em Nova Santa Helena, o incêndio teve início em uma área de assentamento sob responsabilidade da União, onde o combate foi realizado pelos bombeiros. Por se tratar de uma área de competência federal, o CBMMT solicitou ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman) o apoio de profissionais para reforçar as ações de combate até a extinção total das chamas. Não houve retorno à solicitação.
Além dos incêndios já controlados, permanecem em combate os incêndios florestais no município de Santo Antônio de Leverger, onde os militares atuam em três frentes distintas. As ações de combate também estão sendo realizadas nos municípios de Paranatinga, nas proximidades da MT-020 e da Terra Indígena Marechal Rondon, bem como nos municípios de Ribeirão Cascalheira, Matupá, Vila Rica, Cláudia e São José do Rio Claro.
Em todas as ocorrências, as ações são realizadas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As operações contam, quando necessário, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. As forças atuam de forma integrada, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 255 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 166 focos de calor foram registrados na Amazônia, 85 no Cerrado e quatro no Pantanal.
Em Terras Indígenas, foram identificados 15 focos de calor, sendo seis focos na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; três focos na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; dois focos na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza; um foco na Terra Indígena Aripuanã, em Juína; um foco na Terra Indígena Piripkura, em Colniza; um foco na Terra Indígena Roosevelt, em Rondolândia; e um foco na Terra Indígena Utiariti, em Campo Novo do Parecis.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
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