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217 registros em 2025 25.01.2026 | 11h50

Criação, saúde e raça influenciam nos ricos de ataques de animais

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Aline Costa - Especial para o GD

redacao@gazetadigital

Reprodução

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Em 2025, o Corpo de Bombeiros atendeu 217 ocorrências relacionadas a ataques de cães em Mato Grosso. O mês de maio foi o que teve o maior número registros, com 29. Contudo, um dos casos mais chocantes foi o de uma idosa morta pelos seus próprios animais, nos fundos casa em que morava, em Várzea Grande.

 

Além da mulher que sofria de Alzheimer, outro registro que gerou revolta foi em Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá), com ataque recorrentes de dois cães que escapavam de uma residência e chegaram a perseguir crianças na rua. O fato foi filmado.

 

Em fevereiro, um homem foi preso por soltar os animais para atacar gatos na rua, em Juína (735 km a Noroeste de Cuiabá). . Em novembro, dois Pitbull atacaram um idoso de 67 anos nas ruas de Comodoro (644 km a Oeste de Cuiabá).

 

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Até o dia 14 de janeiro, 12 ataques foram registrados no estado, sendo um deles em Cuiabá, quando um Pitbull invadiu uma residência e atacou um cão de pequeno porte. Em todos os casos exemplificados acima, os animais tinham responsáveis legais, ou seja, não eram abandonados ou moravam nas ruas.

 

A motivação para o comportamento violento dos bichos em relação a humanos e outros pets é incerta, mas muitos casos estão relacionados à negligência dos tutores. Ao , a médica-veterinária Anny Lima, especialista em cirurgia de pequenos animais, explicou fatores que podem levar a ataques e quais cuidados devem ser tomados.

 

Anny Lima explicou que são 4 fatores que podem desencadear um cão a ser agressivo: a raça, a forma de criação, o ambiente em que o animal vive e questões hormonais ou de saúde.

 

Diferentes raças de cães tornam mais ou menos propício determinados comportamentos. Raças como Chow Chow, Rottweiler e Pitbull têm tendências à agressividade e, por isso, antes de adotar um animal, o tutor deve entender se o espaço disponível é adequado, saber pontos importantes de criação e adestramento, além de avaliar se a raça desejada condiz com a realidade em que irá viver.

 

“A gente tem que entender que cada raça tem determinado fim. Existem raças que foram criadas para pastoreio, outras para guarda, outras para apoio de pessoas com deficiência e aquelas apenas para companhia. Os pit bulls, por exemplo, foram criados para a briga”, explicou a profissional.

Divulgação

Anny Lima - especialista em cirurgia de pequenos animais, médica veterinária

Anny Lima, Especialista em cirurgia de pequenos animais

 

Entender esse aspecto permite saber os comportamentos esperados. Para adotar um animal, é preciso informação sobre o comportamento até para a melhor criação e adestramento do pet.

 

Animais que têm o intuito de ser sociáveis, devem ser criados desde pequenos com outros seres humanos e bichos, assim como cães de guarda precisam ficar mais restritos, próximo a menos pessoas.

 

Questões de saúde também tendem a influenciar no humor do cão. Animais doentes, que podem sentir dor no manuseio, tendem a reagir com mordidas, pois é a forma que encontram para se comunicar. Doenças neurológicas, degenerativas também podem afetar os cães e até mesmo aqueles que se mostraram dóceis são suscetíveis a desenvolver comportamento agressivo. É importante que os responsáveis estejam atentos aos sinais.

 

“Geralmente, o dono percebe que o animal está um pouco mais agressivo, não porque ele é agressivo, mas porque está com dor ou problema de saúde. Como ele não sabe falar, a forma que ele vai se expressar é mudando o comportamento”, explicou a veterinária.

 

Muitos ataques de cães vêm de animais que têm um lar e acontecem por descuido dos responsáveis legais. Deixar cachorros de guarda fora de casa ou realizar passeios sem os equipamentos de segurança, como coleira e focinheira, são fatores de risco. Animais criados como cães para segurança requerem atenção até mesmo com visitas dentro de casa.

 

“Alguns cães precisam de cuidados principalmente com crianças. Criança, se vê um cachorro, quer pegar ou apertar. Então, imagina um cachorro que já tem um perfil agressivo e a criança chega puxando. Pode ser que o animal ataque”, explicou Anny Lima.

 

Casos de ataque são de total responsabilidade do dono do animal. É ele quem deve arcar com os custos de medicamentos e custos causados à vítima por ataques.

 

Presenciei um ataque, e agora?
Os ataques podem ser evitados com cuidados por parte dos responsáveis, por exemplo, com uso de equipamentos adequados para sair de casa. Em Mato Grosso, é obrigatório o uso de coleiras ou guias para passeios com cães de qualquer raça.

 

“Cachorros maiores, com perfil agressivo, têm que passear na rua com focinheira e coleira. Algumas pessoas colocam enforcadores, mas a gente não recomenda, pois eles podem deixar o animal mais agressivo. Quando puxados, eles tiram o ar, o animal entende que aquilo é ruim e fica estressado. A gente sempre dá a dica de usar o peitoral”, explicou.

 

Caso, mesmo com as precauções, ataques ocorram, o mais indicado é acionar o Corpo de Bombeiros ou a equipe de Bem-estar Animal do município. Anny ressalta, entretanto, que ataques muitas vezes são rápidos e não permitem espera. Nesses casos, uma possibilidade é jogar água gelada sobre o animal. A reação vai causar um susto e pode fazer com que se recolha. 

 

A veterinária explicou que muitas pessoas, ao presenciar um ataque, reagem agredindo o animal, mas que essa não é uma atitude muito certeira, pois pode deixar o cão ainda mais agressivo e fazer com que ele não solte a vítima. 

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