Publicidade

Cuiabá, Sexta-feira 28/02/2020

Cidades - A | + A

enterrada viva 31.03.2019 | 11h10

Decisão sobre guarda de bebê indígena enterrada é prevista para o mês de maio

Facebook Print google plus

Divulgação

Divulgação

Decisão sobre a guarda da bebê indígena Analu Paluni Kamayura Trumai deve ser definida em maio de 2019, segundo informações apuradas junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso(TJMT). Prestes a completar 10 meses de vida, Analu está sob tutela da Fundação Nacional do Índio (Funai) e acolhida na Casa da Criança e do Adolescente Hygino Penasso, em Canarana (823 Km a leste de Cuiabá).

 

Leia também - Dona Maria relembra das pessoas conversando nas praças

 

O processo, que julga a guarda da menina, segue na 1ª Vara de Canarana, sob responsabilidade do juiz Darwin de Souza Pontes, em segredo de Justiça. Segundo o magistrado, várias questões são analisadas e é preciso cautela para definir o destino da indiazinha. “A bebê está em bons cuidados, está bem de saúde e por isso é importante tomar a decisão com segurança”, disse ao .

 

No último dia 28 de fevereiro, o Ministério Público Estadual se manifestou pela guarda a favor do pai da criança, Kayani Trumai Aweti, de outra etnia. Porém, ainda há interesse da mãe, que é adolescente e também de uma tia de Analu.

 

A adoção é quase que descartada, conforme o magistrado. Ele aguarda também relatório de estudo psicossocial da família materna e análise da Casa de Saúde Indígena (Casai) sobre a viabilidade de o pai conseguir manter o tratamento médico de Analu.

 

Analu é acompanhada por duas cuidadoras no abrigo e por uma equipe médica onde faz tratamento rotineiro em Brasília (DF), através da Casai, devido a sequelas neurológicas. Entretanto, o desenvolvimento da menina segue bem, de acordo com informações do Judiciário.

 

Relembre o caso

 

A criança foi resgatada por policiais militares no município de Canarana (823 Km a leste de Cuiabá) após denúncia anônima, informando que uma indígena de 15 anos tinha dado à luz um bebê que havia sido enterrado ao lado da residência onde mora a família. A criança foi colocada na vala por volta de 14h e resgatada às 21h.

 

Vídeo gravado no momento do resgate mostra a menina sendo retirada de um buraco escavado pelos militares.

 

Investigações da Polícia Civil logo apontaram que a bisavó da recém-nascida, Kutsamin Kamayurá, 57, e a avó Topoalu Kamayura, 33, premeditaram o infanticídio. A motivação seria porque não aceitavam que a adolescente fosse mãe solteira. Em depoimento, ambas confirmaram que haviam tentado que a adolescente abortasse a criança.

 

Topoalu e Kutsamin foram presas pelo crime e atualmente respondem por tentativa de homicídio. Em liberdade, atualmente a avó e bisavó, respectivamente, não usam mais a tornozeleira, determinado à época por um período de 6 meses.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Número de delações premiadas significa que MT está sendo passado a limpo?

Parcial

Edição digital

Sexta-feira, 28/02/2020

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 23,10 -0,65%

Algodão R$ 92,03 -0,08%

Boi a Vista R$ 134,33 -0,74%

Soja Disponível R$ 69,90 0,00%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2019 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.