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ESPERANÇA COMPATÍVEL 28.02.2026 | 11h45

Doação de medula óssea transforma vidas e amplia rede de voluntários em Mato Grosso

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Helena Werneck - Especial para o GD

redacao@gazetadigital

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

“Doar medula óssea é oferecer ao outro a chance de recomeçar e também renovar a própria vida”. Foi assim que a servidora pública Kauana Elizabeth Dutra dos Santos, moradora de Várzea Grande, descreveu a experiência de se tornar doadora em 2025, gesto que pode representar a única possibilidade de cura para muitos pacientes.


Além de Kauana, outros dois voluntários de Mato Grosso efetivaram a doação no mesmo ano. Os procedimentos ocorreram em Ribeirão Preto, Brasília e Niterói, já que o processo é realizado, geralmente, na cidade onde o receptor está em tratamento.


Dados do MT Hemocentro, único banco de sangue público do Estado, mostram que 1.097 pessoas se cadastraram em 2025 no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Com isso, Mato Grosso passou a contar com 73.492 voluntários aptos à doação. Ainda assim, o transplante depende da compatibilidade genética entre doador e paciente, o que torna o cadastro fundamental.

 

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O transplante de medula óssea é indicado no tratamento de mais de 80 doenças, entre elas leucemias, linfomas, anemias graves e enfermidades hereditárias. A campanha Fevereiro Laranja reforça a importância da conscientização sobre a leucemia e incentiva a adesão de novos doadores.


Moradora de Mato Grosso, Kauana, de 31 anos, ingressou no Redome em março de 2024 e foi convocada em novembro de 2025. Ela passou pelo procedimento de doação por aférese no Banco de Sangue de Brasília. Antes da coleta, utilizou medicação por quatro dias para estimular a produção de células-tronco. O material foi retirado por meio do sangue, em um processo semelhante à hemodiálise, sem necessidade de anestesia ou internação.


Segundo ela, a experiência foi marcada por empatia e transformação pessoal;

 

“Em cada etapa, eu pensava na pessoa que aguardava por aquela medula e na esperança que ela representava. Isso me dava a certeza de estar fazendo o que era certo”, relatou.


A voluntária afirma que a doação trouxe um novo sentido à sua própria trajetória e incentiva outras pessoas a se cadastrarem:

 

“Sou grata por ter sido instrumento de vida. Essa experiência mudou profundamente a forma como enxergo o mundo e meu propósito”, afirmou.


De acordo com o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, ampliar o número de voluntários é essencial para aumentar as chances de compatibilidade. Atualmente, a probabilidade de encontrar um doador compatível fora da família é de aproximadamente uma em cada 100 mil pessoas cadastradas.


Quando há compatibilidade, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) entra em contato com o voluntário para uma nova etapa de exames, que avaliam o estado de saúde e confirmam a possibilidade de doação.


O procedimento não é realizado em Mato Grosso, e o doador viaja até o local do transplante com todas as despesas custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Como se cadastrar


O cadastro pode ser feito no MT Hemocentro, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h. O processo inclui o preenchimento de dados pessoais e a coleta de uma pequena amostra de sangue para análise de compatibilidade genética. Podem se cadastrar pessoas entre 18 e 35 anos, em bom estado de saúde e sem doenças impeditivas. O voluntário permanece no Redome até os 60 anos e pode ser convocado a qualquer momento, caso haja compatibilidade com um paciente.
Embora simples para quem doa, o gesto pode representar a diferença entre a vida e a morte para quem aguarda pelo transplante.

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