duas sessões 02.10.2026 | 13h53

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Antes de se tornar um dos rostos mais conhecidos da televisão brasileira, Eduardo Moscovis encontrou no teatro o caminho que mudaria sua vida. Aos 58 anos e com mais de três décadas de carreira, o ator carioca retorna justamente à origem de sua trajetória ao desembarcar em Cuiabá nesta sexta-feira (2), com o monólogo “O Motociclista no Globo da Morte”, no Cine Teatro Cuiabá. Serão duas sessões, às 20h e às 22h.
Nascido no Rio de Janeiro em 8 de junho de 1968, Carlos Eduardo de Andrade, nome de batismo de Moscovis, chegou ao teatro quase por acaso. Segundo o Memória Globo, ele cursava Administração e trabalhava com o pai na representação de materiais de construção quando acompanhou uma amiga a uma aula de teatro no Humaitá. A experiência acabou redirecionando sua vida profissional. Mais tarde, passou pelo tradicional Tablado e pela Casa de Artes de Laranjeiras (CAL).
Em depoimento encaminhado AO
, Moscovis relembrou o começo da carreira e a sequência de oportunidades que o levou dos palcos à televisão.
"Eu comecei fazendo teatro, entrei num curso livre de teatro, num lugar aqui no Rio chamado Casa de Ensaio, que não existe mais, no Maitá, e logo depois entrei pro Tablado. Fiz a Cal, depois, e comecei a ser chamado para alguns trabalhos, algumas peças, até que eu fui convidado a participar da oficina de atores da Globo, onde eu fiz, logo depois, um teste para minha primeira novela, que chamava Pedra sobre Pedra, uma novela de Agnaldo Silva, em que eu interpretava um cigano, e isso foi em 1991 para 92, e de lá para cá eu fiz muitas novelas, fiz muitos filmes, muitas séries e muito teatro.”
A estreia na Globo ocorreu oficialmente em 1992, em “Pedra sobre Pedra”, quando interpretou o cigano Tíbor. A produção abriu uma extensa trajetória na televisão, seguida por trabalhos como “Mulheres de Areia” (1993), “A Madona de Cedro” (1994), “Por Amor” (1997), “Pecado Capital” (1998), “O Cravo e a Rosa” (2000), “Senhora do Destino” (2004), “Alma Gêmea” (2005), “A Regra do Jogo” (2015), “O Sétimo Guardião” (2018) e “No Rancho Fundo” (2024), entre outras produções.
Um dos personagens mais marcantes da carreira veio em 2000: Julião Petruchio, protagonista de “O Cravo e a Rosa”, ao lado de Adriana Esteves, que interpretava Catarina. A comédia romântica inspirada em “A Megera Domada”, de William Shakespeare, tornou o casal um dos mais lembrados da teledramaturgia brasileira. O trabalho rendeu a Moscovis o Troféu Internet de Melhor Ator.
Apesar da forte identificação do público com seus personagens na televisão, o teatro nunca deixou de acompanhar Moscovis. E é justamente uma produção teatral que lhe rendeu, em março deste ano, um reconhecimento inédito na carreira: o Prêmio Shell de Melhor Ator por “O Motociclista no Globo da Morte”. Segundo a organização do Prêmio Shell, foi a primeira premiação teatral do ator em 37 anos de profissão.
Do reconhecimento nacional ao palco de Cuiabá
Escrito por Leonardo Netto e dirigido por Rodrigo Portella, “O Motociclista no Globo da Morte” é o quinto espetáculo produzido por Moscovis e marca sua primeira parceria com Portella. Em cena, o ator encara sozinho uma história que investiga até onde pode ir um homem aparentemente comum quando confrontado com a violência.
O texto nasceu após Leonardo Netto assistir, nas redes sociais, a um vídeo extremamente violento. A experiência despertou questionamentos sobre o que leva alguém não apenas a cometer atos de violência, mas também a filmá-los, compartilhá-los e consumi-los como espetáculo. A montagem trabalha justamente as fronteiras entre civilidade e brutalidade e entre os papéis de vítima e algoz.
A encenação aposta em poucos elementos físicos e concentra a experiência na palavra e na atuação de Moscovis, deixando que o espectador construa mentalmente os acontecimentos narrados.
O ator define o espetáculo como parte de um momento especialmente ligado ao teatro em sua carreira.
“Hoje eu tô em cartaz, fazendo turnê pelo país, com dois espetáculos, duetos, a comédia, dirigida pelo Ernesto Pico, Luneco, e a Patrícia Travassos, que está junto comigo, e um espetáculo solo chamado Motociclista no Globo da Morte, que é escrito pelo Leonardo Neto e dirigido pelo Rodrigo Portela.”
E é justamente esse segundo trabalho que chega agora à capital mato-grossense.
“O Motociclista no Globo da Morte é a minha quinta produção em teatro e é o espetáculo que eu tô levando nessa sexta-feira, dia 2 de outubro, para Cuiabá, para mostrar no Cine Teatro Cuiabá, em duas sessões, uma sessão às 8h e outra sessão às 10h, e eu estou esperando vocês lá, vai ser um prazer!"
A programação oficial do Cine Teatro Cuiabá confirma a apresentação de “O Motociclista no Globo da Morte” no dia 2 de outubro. A plataforma responsável pela venda dos ingressos disponibiliza sessões às 20h e 22h, com valores entre R$ 25 e R$ 180. A classificação indicativa é de 14 anos, e a produção alerta que o espetáculo contém descrições gráficas de violência e situações que podem causar desconforto ou despertar gatilhos emocionais.
SERVIÇO
Espetáculo: O Motociclista no Globo da Morte
Data: sexta-feira, 2 de outubro
Horários: 20h e 22h
Local: Cine Teatro Cuiabá
Atuação: Eduardo Moscovis
Texto: Leonardo Netto
Direção: Rodrigo Portella
Classificação indicativa: 14 anos
Ingressos: a partir de R$ 25
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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