‘PL NÃO TEM UM NOME FORTE’ 03.09.2026 | 15h01

redacao@gazetadigital.com.br
Montagem GD
O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) reprovou a postura adotada por nomes do PL, como o deputado federal José Medeiros, em relação à candidatura ao Senado de Janaina Riva (MDB) na coligação entre os partidos. Em entrevista, Botelho abordou as tensões internas e o racha no palanque, afirmando que a rejeição e o distanciamento partem do próprio Partido Liberal.
“Nós tentamos de todas as formas manter junto, mas eles não querem. Eles não querem. Eles acham que a Janaina é maior, que a Janaina assusta [...] Então, se eles se assustam com uma mulher que tem capacidade, deixa eles pra lá e nós vamos tocar a nossa campanha pra cá”, afirmou o parlamentar na quarta-feira (02).
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Ainda alegou que o MDB não pretende insistir na aproximação diante das recusas e defendeu que o partido tinha direito a pleitear espaço e divisão justa de tempo e estrutura na coligação.
“Claro, se está em uma coligação, tem que ser justo que seja meio a meio. Mas tudo bem, eles já fizeram isso, deixa eles pra lá. Nossa candidata está caindo no gosto popular, a população está entendendo que a Janaína é a melhor candidata aí. [...] Eu acredito que, no final das contas, ela vai ser a senadora mais votada”, pontuou.
Questionado sobre as críticas diretas direcionadas por Medeiros a Janaina e à sua família, Botelho avaliou a atitude do liberal como um sinal de receio político.
“É o que eu estou dizendo, ele vê a sombra de uma mulher que é maior que ele. E qual o problema de ela ser maior? Ele pode estar junto, só que ele não quer. Ele acha que tem que estar acima. [...] Deixa ele com essa ideia dele, deixa ele com esses pensamentos aí, vamos ver, a população vai dar o troco para ele na hora certa”, garantiu.
Sobre os eventuais prejuízos ou vantagens da união partidária entre MDB e PL, Botelho argumentou que a aliança acabou beneficiando mais o próprio PL do que os emedebistas.
“Eu não sei se é benéfica para nós. Eu acho que é mais para eles, né? Porque eles não têm um nome forte, não têm um grupo forte, não têm gente que tem rua, popularidade, igual tem a Janaína, igual têm os deputados do MDB que estão juntos aí. Então eu acho que ela foi mais benéfica para eles”, apontou.
Ao avaliar o quadro de infidelidade partidária e a desarticulação de coligações formais no estado, Botelho ressaltou que a fragilização das legendas não começou no seu partido.
“Olha, fidelidade partidária, na verdade, não existe. A gente tem que ver isso. E isso não começou com o MDB, não começou com nenhum, começou com o PL, com o Abílio, com essa turma aí. [...] É lamentável isso, é lamentável. Porque o ideal seria que nós tivéssemos partidos fortes, que defendessem algumas ideias e que fosse para aquele partido apenas quem tivesse as mesmas ideias. Mas, infelizmente, não é assim”, concluiu.
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