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BEATIFICAÇÃO EM JAURU 13.06.2026 | 10h15

'Ele é um marco na nossa vida e história'; fiéis celebram legado de padre Nazareno

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Jessica Bachega e Vithória Sampaio

redacao@gazetadigital.com.br

Jessica Bachega

Jessica Bachega

A beatificação do padre Nazareno Lanciotti reuniu histórias de fé, gratidão e devoção construídas ao longo de décadas. O missionário italiano, assassinado há 25 anos, teve sua luta formalmente reconhecida pelo Papa Francisco e se tornou o primeiro beato de Mato Grosso na manhã deste sábado (13), em Jauru (425 km a oeste de Cuiabá).

 

Mais do que uma solenidade religiosa, a celebração foi marcada pelo testemunho de pessoas que tiveram suas vidas transformadas pela passagem do sacerdote na região oeste do Estado. Para a aposentada Lenir Agostim de Almeida, de 58 anos, moradora de Jauru há aproximadamente 50 anos, teve o beato presente nos momentos mais importantes da história de sua família.

 

"Eu costumava ir a todas as missas dele. Inclusive, foi ele quem celebrou meu casamento. Ele é um marco na nossa história. Meus filhos todos foram batizados por ele. "Tem muito tempo, mas parece que foi ontem", relembrou emocionada em entrevista ao .

 

Durante os 30 anos em que viveu em Jauru, padre Nazareno não limitou seu sacerdócio aos altares. Em uma época em que o município carecia de infraestrutura básica, ele ajudou a fundar o hospital local, escolas e um lar para idosos. Também criou 57 comunidades eclesiais rurais e foi responsável pela disseminação nacional do Movimento Sacerdotal Mariano. A devoção também atravessa gerações.

 

Aos 81 anos, dona Nercina, católica praticante, contou que frequentava todas as missas celebradas pelo padre aos domingos. A rotina de fé se transformou em admiração pelo homem que, agora, passa a ser reconhecido pela Igreja como beato.

 

Vindos de longe, muitos peregrinos fizeram questão de participar da celebração histórica. Foi o caso de Maria Rosa, que saiu de Belém, no Pará, em uma caravana com outras 22 pessoas para acompanhar o evento. Ela conta que se tornou devota após ouvir relatos sobre milagres atribuídos ao sacerdote ainda em vida.

 

Jessica Bachega

Beatificação padre Nazareno

 

 

"Para chegar até aqui, andamos muito, pegamos dois voos e depois um ônibus para chegar até Jauru. Eu não cheguei a conhecer o padre Nazareno; quando comecei a ouvir falar dele, ele já havia falecido. Mas muitas pessoas contavam sobre a bondade dele e sobre os milagres que realizava em vida. Isso me levou a amá-lo cada vez mais", relatou.

 

Segundo Maria Rosa, a participação nos retiros dedicados ao religioso fortaleceu ainda mais sua fé. "Todo ano eu vinha ao retiro, há 10 anos. Vim em uma caravana de 22 pessoas de Belém. Estou muito feliz. É uma graça participar desse evento tão grandioso", disse.

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