DEU EM A GAZETA 08.12.2020 | 06h55

natalia@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira
Empresa atingida por incêndio estava em situação irregular havia 3 anos. O estabelecimento não tinha o alvará do Corpo de Bombeiros desde 2017. Dentre os apontamentos feitos na última vistoria, estava a necessidade de apresentação de anotação de responsabilidade técnica de manutenção de alguns elementos, entre eles hidrantes, alarme de detecção de incêndio e luzes de emergência, além do atestado da brigada de incêndio. A Realmat foi consumida pelo fogo no último sábado (5) e os trabalhos de rescaldo continuam ainda nesta semana.
A Coordenação de Estudo e Análise de Processos do Corpo de Bombeiros lembra que toda edificação necessita do alvará da instituição para funcionamento. A documentação certifica que o local tem condições seguras no que diz respeito à proteção contra incêndio e pânico. A última vistoria foi feita em 14 de dezembro de 2017 na Realmat.
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O coordenador, tenente-coronel Paulo Cesar Crivelli, explica que o alvará do Corpo de Bombeiros é emitido após a conclusão de duas etapas. A primeira é a apresentação de um projeto de engenharia que é analisado pelos militares. Ali, serão indicados, por exemplo, pontos de instalação de hidrantes, tamanhos de saída de emergência, entre outros. “Se estiver de acordo com as normas, esse projeto é certificado e a empresa deve executar o que foi proposto”, complementa. O alvará tem validade de um ano.
A empresa já possuía o sistema instalado, contudo, faltou a manutenção, destaca o bombeiro. Na vistoria é feita a cobrança pela ART desse trabalho de conservação.
Diante desse cenário, a Realmat será notificada e poderá ser multada em até R$ 20 mil, a depender da irregularidade. Tenente-coronel Crivelli adianta que será feita a orientação a outros estabelecimentos da região. “A principal preocupação é porque aquele tipo de edificação ali é muito próxima uma da outra e, se ocorrer um incêndio, pode propagar para as demais”, reforça. Inclusive foi o que aconteceu na Realmat.
Outro lado
A reportagem tentou contato com a empresa, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.
Leia a reportagem completa na edição do jornal A Gazeta
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