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CRISE HÍDRICA 14.07.2021 | 22h11

Estação de Cáceres registra menor nível do rio Paraguai em 56 anos

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Reprodução

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Pelo segundo ano consecutivo, o rio Paraguai, que drena a bacia do alto Paraguai e o bioma Pantanal, vem apresentando valores de nível d’água significativamente abaixo da média. De acordo com o último boletim de monitoramento hidrológico da bacia, publicado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), o nível d’água na estação de Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá) registrou o nível mais baixo em 56 anos.


O boletim, publicado na última sexta-feira (9), aponta que em Cáceres, o nível de água está atingindo os menores valores mínimos já observados para esse período do ano, considerando toda sua série histórica de dados - com registros desde 1965. O nível atualizado encontra-se em 78 cm.


Com tendência de declínio de seu nível até o mês de outubro, quando normalmente termina o processo de vazante, o rio Paraguai preocupa em todas as estações monitoradas pelo SGB-CPRM.


O comportamento dos rios na bacia vem confirmando o prognóstico divulgado pelo órgão no dia 6 de junho, quando ficou claro que o processo de vazante havia iniciado antecipadamente em 2021.


De acordo com o pesquisador Marcelo Parente Henriques, a variação natural sazonal dos níveis dos cursos d’água da bacia do rio Paraguai, o pulso de inundação, constitui o fator principal que rege o funcionamento de rios com a planície de inundação, e condiciona a vida da população e as atividades econômicas na região.

 

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"Historicamente agosto é um dos meses mais secos da região, quando dificilmente chove. No ano passado, o nível do rio chegou a atingir dois metros no período máximo da cheia, neste ano chegou apenas a 1,80m, começando a baixar mais cedo, cerca de dois meses antes”, explica.

 

SGB-CPRM

Estação de Cáceres

Gráfico mostra cotas de 2021 abaixo da zona de normalidade do rio Paraguai em Cáceres (MT)


Conforme Parente, comparando com o mesmo período do ano passado, o nível atual do rio Paraguai está aproximadamente 50 centímetros mais baixo. “Esse cenário traz mais preocupação, porque a seca este ano aparenta ser mais severa do que a que ocorreu ano passado, quando foram vivenciados vários impactos negativos na região", relatou.


Impactos da estiagem
O período de estiagem tem implicações para navegação no rio Paraguai, hidrovia por onde escoa principalmente produção de grãos e minérios para exportação. Desde o dia 1º de junho, a estação de Ladário, em Mato Grosso do Sul, já atingiu 1,50 metros, que é considerado o limite do nível de restrição para navegação pela Marinha do Brasil.


Falta de chuva
Estimativas de chuvas por satélite indicam que não houve precipitação nos últimos 7 dias na bacia do rio Paraguai, considerando a área de drenagem delimitada pela estação de Porto Murtinho e sobre o bioma Pantanal. Para as próximas semanas, não estão previstas precipitações com acumulados significativos na área da bacia do rio Paraguai.


A partir da semana seguinte, chuvas de pouca intensidade deverão incidir aleatoriamente sobre a bacia, provavelmente apresentando as maiores concentrações na região localizada mais ao sul de Mato Grosso do Sul.


O rio Paraguai
O rio Paraguai nasce na Chapada dos Parecis, e segue na direção sul, percorre o limite entre os biomas da Amazônia e do Cerrado, adentrando no Pantanal, na região de Cáceres, por onde segue até deixar o Brasil para o Paraguai. Desde sua cabeceira, o rio Paraguai drena para as regiões de depressão da planície do Pantanal, sendo o principal canal de drenagem da Bacia do Alto Paraguai (BAP). Possui uma extensão total de 2.621 km, dos quais 1.693 km se dão na RH-Paraguai, desde sua nascente até a foz do Rio Apa.

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