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Cuiabá, Sábado 11/07/2026

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ROTEIRO SEM DESTINO 11.07.2026 | 13h50

Ex-moradora de Várzea Grande percorre o mundo em mochilão por nove países e ‘bomba’ nas redes

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Trocar a estabilidade do emprego com carteira assinada por uma mochila nas costas e um roteiro sem destino definido parecia um sonho distante para a cuiabana Fabielle Guia, de 29 anos. Nascida em Cuiabá, mas criada em Várzea Grande, ela decidiu transformar o desejo antigo em realidade e, desde julho de 2025, percorre o mundo vivendo experiências em diferentes culturas enquanto trabalha remotamente com marketing digital.

 

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Fabielle Guia, em Chapada dos Guimarães

Fabielle Guia, em passeio na Chapada dos Guimarães

Antes de embarcar na aventura, a rotina da viajante era bem diferente. Fabielle trabalhava em uma empresa do agronegócio, em Cuiabá, conciliando o emprego com um negócio digital para complementar a renda. As manhãs eram dedicadas à academia, o dia ao expediente e, à noite, ela investia no marketing digital. Nos fins de semana, fazia questão de estar ao lado da família e dos amigos, aproveitando passeios pela Chapada dos Guimarães e caminhadas no Parque Berneck, em Várzea Grande.


Apesar da vida estruturada, a vontade de conhecer o mundo já existia há cerca de 5 anos. O impulso definitivo veio em 2024, quando passou dois meses na África do Sul em um intercâmbio para estudar inglês. A experiência foi transformadora e fez com que ela voltasse ao Brasil decidida a encontrar uma forma de viajar por mais tempo.


Em fevereiro de 2025, Fabielle definiu que faria um mochilão de um ano. Poucos meses depois, em julho, embarcou para a realização do projeto. O primeiro destino foi justamente a África do Sul, país que marcou sua mudança de perspectiva.

 

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Fabielle na África

Fabielle Guia na África

“Foi uma sensação muito boa poder voltar. Esse país influenciou muito minha decisão de começar a viajar o mundo. Um ano depois eu estava lá novamente, iniciando o meu mochilão. Eu não sabia o que ia acontecer nos próximos meses, mas estava muito animada e sabia que viveria coisas grandiosas”, relembra.


Desde então, a mato-grossense já conheceu nove países: África do Sul, Namíbia, Tailândia, Vietnã, Malásia, Singapura, Indonésia, Japão e França.


Mesmo encantada com as novas experiências, ela admite que a saudade faz parte da jornada. A distância da família, dos amigos e dos costumes brasileiros é sentida diariamente, mas a tecnologia ajuda a diminuir esse vazio.


“Eu me permito sentir saudade. Sinto falta de casa, da minha família, dos meus amigos e da cultura brasileira. Mas também é incrível poder estar do outro lado do mundo. O celular ajuda bastante, porque, apesar de não ser a mesma coisa que estar perto, é uma forma de me manter conectada às pessoas que amo”, conta.


Ao contrário do que muitos imaginam, Fabielle afirma que viajar como mochileira não exige grandes fortunas, mas sim organização e flexibilidade. Segundo ela, o segredo é planejar o início da viagem sem engessar todo o roteiro.


“Quando saí do Brasil, eu só tinha as passagens para a África do Sul e depois para a Tailândia. Eu tinha uma ideia dos países que poderia visitar, mas mudei meus planos várias vezes durante a viagem”, explica.

 

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Fabielle Guia, em Cusco, Perú

Fabielle Guia, em Cusco, Perú

Ela também recomenda que futuros viajantes pesquisem oportunidades de voluntariado, modalidade em que algumas horas de trabalho são trocadas por hospedagem e, em muitos casos, alimentação, reduzindo significativamente os custos da viagem.


Hoje, a principal fonte de renda vem do marketing digital, atividade que permite trabalhar de qualquer lugar do mundo utilizando apenas um computador ou celular.


Para quem sonha em seguir um caminho semelhante, a viajante deixa um conselho: não esperar o momento perfeito.
“Não ouça pessoas que têm sonhos ou objetivos de vida diferentes dos seus, porque geralmente elas vão tentar te desencorajar. Coloque uma data para começar e trabalhe para atingir esse objetivo. Você não precisa ter tudo perfeito antes de sair, pode ir ajustando as coisas ao longo do caminho”, finaliza.


A rotina de Fabielle é compartilhada diuturnamente nas redes sociais pelo @fabielleguia. Durante a empreitada inédita, a jovem decidiu dividir com a internet suas experiências e viralizou. Com cerca de 15 mil seguidores e vídeos com quase meio milhão de views, a ex-moradora da cidade industrial mostra que se reinventar pode dar medo, mas também abre porta para novas experiências e mudança de vida.

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