NA RUA 16.12.2020 | 11h06

jessica@gazetadigital.com.br
Jessica Bachega
Famílias despejadas do residencial Colinas Douradas, na manhã desta quarta-feira (16), reclamam de desamparo por parte da Prefeitura de Várzea Grande. Além de amanhecerem com a pressão policial para saírem do local, não receberam qualquer ajuda para as mudanças, depósito para os móveis ou abrigo para ficarem até encontrarem uma nova moradia.
Leia também - Famílias são retiradas de casas em VG durante reintegração de posse
Os ocupantes estavam no local desde setembro. Pagando aluguel ou morando de favor na casa de conhecidos, eles viram no residencial a oportunidade de realizarem o sonho da casa própria e tentavam negociação com a prefeitura para entrega dos imóveis. Prometido para 2018, as residências estavam praticamente prontas, mas abandonadas.
Desde a entrada no local, houve vários episódios de atrito com a polícia e decisão para reintegração de posse. Algumas eles conseguiram reverter, mas a da semana passada, não. A determinação foi cumprida hoje e muitas pessoas estavam em pratos e revoltadas por não terem nem como transportar os móveis, além de estarem na rua com os filhos.
Adriana Maria da Silva estava indignada com a situação, pois tinha sido informada que poderia ficar até dia 5 e que seria oferecido caminhão para mudança, além de ajuda para morar até encontrar local para se estabelecer com os filhos. O que não houve.
“Vamos deixar as coisas na casa de uma pessoa que nem conheço. Mas antes preservar a vida dos meus filhos, do que as coisas. Estavam ameaçando todo mundo”, relara Adriana Maria.
Lucileia Gonçalves mora no local desde a ocupação. Ela divide a casa de dois quartos com o marido e 4 filhos. Sem dinheiro para a mudança e local para se abrigar, ela estava sentada na frente da casa até que a polícia a expulsasse.
“Não temos para onde ir. Estamos esperando alguém nos dar alguma ajuda. Avisaram a gente do despejo ontem, mas como mudar assim? Falaram que a prefeitura iria nos ajudar, agora vão jogar a gente na rua com nossas coisas”, destacou a mulher.
A situação das mulheres é semelhante a grande parte das pessoas que estavam no local. Um morador que não quis se identificar disse ao
que tinham dito a ele que os móveis seriam levados, por caminhão da prefeitura, para ginásio da cidade, mas ninguém apareceu.
“Não sei o que vou fazer. Vou deixar as coisas na casa, se a polícia chegar a quebrar tudo a gente trabalha e compra de novo. Não tenho para onde levar, nem para onde ir. Estou vendo se encontro alguém que possa nos abrigar por uns dias”, informou o homem que morava no local com a esposa e duas filhas.
Outro lado
A Prefeitura de Várzea Grande foi procurada e informou que estão sendo estudadas possibilidades para amparar pessoas que têm Número de Identificação Social (NIS) na cidade.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
Machado de Assis - 16/12/2020
Passadas as eleições, tudo volta como antes, como sempre foi. Bobo é quem acredita que coronéis da política tem alguma consideração por pobre.
1 comentários