REFORMA NÃO SAI DO PAPEL 28.02.2026 | 15h00
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Chico Ferreira
Fechada há quase 4 anos, a tradicional Igreja de Nossa Senhora do Rosário, conhecida popularmente como Igreja de São Benedito, ainda não tem data para voltar a receber os fiéis. A obra estimada para acontecer no local ainda não saiu do papel.
Localizada na Praça do Rosário, no Morro da Luz, em Cuiabá, o templo é um imóvel tombado como patrimônio histórico e integra a memória religiosa e cultural da capital mato-grossense. Na entrada, um monumento dedicado a São Benedito, santo padroeiro de Cuiabá, reforça o nome pelo qual o espaço também é reconhecido pela população.
A administração do imóvel é de responsabilidade da Mitra Arquidiocesana de Cuiabá. Segundo a instituição, a igreja permaneceu fechada por falta de recursos financeiros para a restauração estrutural necessária, mas um projeto técnico foi elaborado para viabilizar a captação de verba junto ao poder público municipal.
Responsável pela igreja, o padre Pedro Canísio Schroeder afirmou que o processo está em fase final de articulação.
“Já faz muito tempo que a igreja está fechada. É lamentável, mas no último meio ano conseguimos dar passos muito importantes que abrem perspectivas para uma nova situação de reforma. Fizemos todos os projetos, o levantamento dos custos, está tudo pronto. Já escrevemos o projeto e estamos agendando reunião com os órgãos públicos para apresentar e captar recursos”, explicou.
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O sacerdote destacou ainda que a documentação para o alvará da obra está adiantada junto à Prefeitura de Cuiabá e que a expectativa é iniciar os trabalhos em até dois meses, dependendo da liberação dos recursos.
“Tenho esperança de que, no máximo em dois meses, possamos começar a trabalhar, conforme o recurso que conseguirmos. Embora estivesse fechada, nunca deixamos de medir esforços para que um dia fosse aberta novamente”, afirmou.
De acordo com ele, os entraves burocráticos e a complexidade técnica do processo impediram, até então, uma mobilização mais ampla para captação de apoio popular, afinal um patrimônio tombado requer diretrizes específicas de reforma, não se pode simplesmente mexer na estrutura, é preciso realizar a devida restauração para que o local não perca suas características principais, e mantenha sua história viva, respeitando a cultura da comunidade em que está inserido.
“Eram muitos procedimentos, envolvendo técnicos e órgãos públicos. Mas, graças a Deus, a situação está avançando e em breve poderemos lançar o início das obras, buscando recursos junto ao poder público e à sociedade em geral”, concluiu.
A possível reabertura reacende a esperança de preservação de um dos símbolos mais emblemáticos da fé cuiabana, unindo patrimônio histórico e devoção popular no coração da cidade.
Motivo do fechamento
Os principais motivos para a interdição incluem problemas no próprio edifício, como riscos estruturais. A Defesa Civil constatou que o prédio, com 300 anos de história, apresentava riscos à integridade física dos fiéis; danos causados por chuvas: Tempestades na região central da cidade agravaram a situação, resultando na queda do beiral de uma janela e no aumento de rachaduras, especialmente na porta principal e da necessidade mesmo de restauração, após longos anos de existênica, cuidados e reparos para manter a estrutura que antiga, requer cuidados especiais.
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