Publicidade

Cuiabá, Domingo 16/08/2026

Cidades - A | + A

CRENÇA POPULAR 16.08.2026 | 09h49

Por que agosto é o mês do 'cachorro louco'? Entenda a origem da fama

Facebook Print google plus
Chris Oliveira

redacao@gazetadigital

Reprodução

Reprodução

Agosto chegou e, com ele, a velha crença popular sobre ser o “mês do cachorro louco”. Para muita gente, o oitavo mês do ano é sinônimo de azar, cautela e medo. Mas será que os cachorros realmente ficam mais “loucos” em agosto e má sorte toma conta?

 

A resposta passa longe de uma simples superstição. A fama do mês reúne história, tradição popular e acontecimentos que, ao longo dos anos, ajudaram a construir a imagem de agosto como um período cercado de mistérios e "desgraças".

 

Segundo o historiador Francisco das Chagas Rocha, do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, a fama de agosto como “mês do desgosto” tem diferentes origens e ganhou força com acontecimentos históricos marcantes e por crenças transmitidas de geração em geração.

 

Já a expressão “mês do cachorro louco” está relacionada a uma antiga associação entre o período de reprodução dos cães, as brigas entre animais e o temor da raiva. Em épocas em que a vacinação não tinha a eficácia e a abrangência de hoje, mordidas de animais infectados contribuíam para o medo da doença e acabaram alimentando o imaginário da população, mas a ciência coloca alguns pontos nessa história. 

 

A médica veterinária Susielene Rodrigues Martins Costa Barbosa explica que não existe evidência científica de que agosto provoque aumento nos casos de raiva ou deixe os cães mais agressivos. Ou seja, o cachorro não consulta o calendário antes de decidir se vai arrumar confusão. 

 

Segundo a especialista, alterações no comportamento dos animais podem ocorrer por diversos motivos, como medo, dor, estresse, cio, disputas territoriais, doenças e mudanças na rotina. A raiva também não escolhe mês para aparecer e pode ocorrer durante todo o ano.

 

A crença, no entanto, permanece viva. Para o historiador Francisco Chagas, as superstições sobrevivem porque fazem parte da memória, da cultura e das tradições familiares.

 

“Uma pessoa pode saber que determinada superstição não tem comprovação científica e, mesmo assim, continuar seguindo-a por respeito aos ensinamentos dos pais e avós”, argumenta Francisco das Chagas.

 

Entre fatos históricos, histórias contadas pelos mais velhos, fé e tradições populares, o mês ganhou uma fama que resiste ao tempo e a todos os estudos que comprovem ser mais um período comum.

 

Se depender da ciência, os cães podem ficar tranquilos: agosto é apenas mais um mês. Já a superstição, essa continua firme e aparentemente não pretende tirar férias tão cedo.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Você concorda em tirar plataformas como Discord do ar ou acha que é censura?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Domingo, 16/08/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.