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DIVIDIDO POR IRMANDADES 24.05.2026 | 15h00

Há 163 anos, Cemitério da Piedade guarda memória e fé cuiabana

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Vithória Sampaio

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução e João Vieira

Reprodução e João Vieira

O tradicional Cemitério Nossa Senhora da Piedade completa 163 anos neste ano como um dos maiores patrimônios históricos, religiosos e afetivos de Cuiabá. Fundado oficialmente em 31 de outubro de 1863, o local surgiu como o primeiro cemitério regular da capital e, durante décadas, foi destinado especialmente aos sepultamentos da população católica. 

 

Em entrevista ao , o historiador Francisco das Chagas Rocha explica que o espaço também refletia a organização religiosa e social da época. Segundo ele, o cemitério era dividido por irmandades, responsáveis pelos enterros conforme a devoção e até mesmo o status social das famílias cuiabanas.

 

João Vieira

Cemitério da Piedade

 

 

“A principal irmandade era a de São Miguel e Almas, mas também existiam os setores de Nossa Senhora do Rosário, Boa Morte, São Benedito e Senhor Bom Jesus, padroeiro de Cuiabá”, destacou.

 

O pesquisador relembra ainda que a criação do Cemitério da Piedade ocorreu em meio às mudanças sanitárias do século XIX, quando os sepultamentos deixaram de ocorrer dentro das igrejas por conta das novas leis de saúde pública e decretos de secularização. O espaço precisou ser ampliado ao longo do tempo devido ao crescimento da cidade e ao aumento da demanda por sepultamentos.  

 

João Vieira

Cemitério da Piedade

 

 

Mais do que um espaço de despedida, o cemitério preserva parte importante da memória cuiabana. Entre seus muros repousam líderes religiosos, políticos, artistas, famílias tradicionais e personagens anônimos que ajudaram a construir a história de Mato Grosso. Cada cruz, jazigo e capela guarda fragmentos da memória e da fé de gerações.  

 

Um dos pontos mais simbólicos do local é o mausoléu da família Orlando, considerado um dos mais antigos do cemitério. A família teve grande relevância política, econômica e social em Mato Grosso, tornando o jazigo uma referência histórica dentro do espaço sagrado.  

 

João Vieira

Cemitério da Piedade

 

 

O cemitério também guarda os restos mortais de figuras marcantes da história mato-grossense, como o Barão de Melgaço, Antônio Corrêa da Costa, e o ex-governador Dante de Oliveira, conhecido nacionalmente pela luta pelas Diretas Já.  

 

Mais de um século e meio depois, o Cemitério da Piedade continua sendo um verdadeiro livro aberto da história cuiabana, reunindo memória, religiosidade e identidade cultural em um dos espaços mais emblemáticos da capital.

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