MORRO SÃO JERÔNIMO 30.07.2026 | 17h43

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Reprodução
Um incêndio florestal que atinge a Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte) desde a quarta-feira (29) mobilizou uma força-tarefa do Corpo de Bombeiros.
A operação para combater as chamas conta com diversos agentes, viaturas, helicóptero e aeronaves.
Conforme informações do Corpo de Bombeiros, até o momento, o apoio aéreo já acumula cerca de 10 horas de voo e realizou o lançamento de aproximadamente 84 mil litros de água sobre os focos de incêndio.
As equipes seguem atuando de forma integrada, por terra e pelo ar, para conter o avanço das chamas e evitar que o fogo se espalhe para outras áreas da unidade de conservação.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 31 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).
Desse total, 16 focos estão no bioma Cerrado e 15 na Amazônia. Já nas terras indígenas, estão concentrados oito focos de calor, sendo quatro focos na terra indígena Parabubure, em Campinápolis, dois na terra indígena Enawenê-Nawê, em Juína, além de um foco na terra indígena Areões, em Nova Nazaré, e outro na terra indígena Aripuanã, no município de Aripuanã.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.
Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das áreas indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento os focos de calor decorrentes do uso irregular do fogo, que estão sendo fiscalizados no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar). (Com informações da assessoria)
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