luta feminina 08.03.2025 | 13h10

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Comemorado mundialmente, o Dia da Mulher foi criado em 1917 como marca das conquistas femininas e também lembrança de melhores condições de vida para as mulheres na época. Um século depois, o mundo sofreu diversas alterações, mas a mulher ainda luta por um espaço mais digno e igualitário.
O
conversou com 4 estudantes do Colégio Salesiano São Gonçalo, que compartilharam suas experiências, inspirações e planos. Desde muito cedo, elas entendem que precisaram aprender a se posicionar na sociedade e reverberam o empoderamento feminino para outras mulheres.
Com apenas 13 anos, Maria Luiza Pereira de Almeida já compete no atletismo em Cuiabá. Ela conta que começou a correr aos 8 anos e já sofreu com o machismo nos treinos.
“No atletismo, eu já cheguei a ouvir: ‘você não consegue, você é mulher, você é fraca, os homens são bem mais fortes que vocês’, mas eu nunca liguei muito para as críticas. Eu sempre pensei em mim mesma, sempre tenho em mente que eu sou forte e eu vou conseguir. Então eu nunca liguei muito para o que os homens dizem”, contou.
Estudante do primeiro ano do Ensino Médio, Anita Simões Pires, 15, pretende fazer faculdade de direito por influencia da mãe. Ela conta como ela, sua avó e sua irmã mais velha formaram quem ela é hoje.
“Acho que quem mais me inspira é minha mãe e Nossa Senhora. Tudo que eu faço coloco na mão dela. Outra inspiração que eu tenho é a minha avó, que criou minha mãe sozinha, e a minha mãe criou minha irmã e eu sozinha. Hoje eu vejo como essas mulheres formaram quem eu sou hoje”, finalizou Anita.
Aos 16 anos, Carolina Oliveira enfatiza como as mulheres precisam se posicionar na sociedade para conseguir seu lugar merecido de destaque.
“A mulher, hoje em dia, está conquistando cada vez mais espaço dentro da política, dentro das artes e empregos em geral. O difícil é que, muitas vezes, ela sofre com repressão dentro desses ambientes", comenta.
Ainda sem saber o que pretende ser no futuro, Sabrina Sayuri Kobayashi, 16, conta que espera que daqui a uns anos ela viva em um mundo mais igual, em que as mulheres possam estar onde elas quiserem, com tratamento e oportunidades iguais.
“Durante muito tempo a mulher foi calada, ela não teve como se expressar, como agir como ela queria, fazer o papel que ela queria, portanto, no futuro, eu espero viver um mundo de equidade, em que a gente possa ver as mulheres estando onde elas querem estar, seja dentro de casa, cuidando dos seus filhos, seja, líderes redor do mundo. No meu futuro, eu quero poder ver mais mulheres tendo voz, podendo, dizer o que elas querem, dizer o que elas sentem e realmente ter esse destaque”, declara.
Mesmo sofrendo machismo de forma indireta ou diretamente, as meninas contam que existe uma construção que envolve a questão do lugar da mulher, muitas vezes trazida de casa e passada para os filhos.
“O Dia 8 de Março é um dia de luta, de luta contra o machismo. Porque o dia das mulheres são todos os dias do ano. O que me entristece é saber que muitas vezes o pensamento machista vem de casa, de uma mulher com pensamento machista, que cria seus filhos para serem machistas”, pondera Anita.
Carolina acredita que a conscientização da importância da mulher para a história e sociedade se faz necessário, pois diversas delas lutaram para que tantas outras conseguissem realizar os seus sonhos e serem quem desejavam ser.
“Eu queria que as pessoas, nesse dia 8 de março, parassem para pensar um pouco em toda a história que as mulheres vêm construindo para adquirir um lugar que a gente tem hoje na sociedade, sejam elas figuras políticas ou figuras artísticas, que estão lutando desde o início dos tempos para que a gente tivesse essa liberdade que nós temos hoje. Então, para as pessoas que são da nossa idade, que são crianças que estão crescendo na vida, começando a seguir e formar os próprios sonhos, não desistam, porque a partir do momento que a gente faz o esforço para atingir os nossos sonhos, a gente está garantindo que as pessoas do futuro também tenham essa oportunidade e tenham cada vez mais a oportunidade de seguir o que elas acreditam”, finaliza Carolina.
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