DIREITOS HUMANOS 14.06.2026 | 16h30

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Divulgação Thalia Ferreira/SESP-MT
Em um avanço no combate ao trabalho análogo à escravidão, a Comissão Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Escravo (Coetrae), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), cumpriu 70% das metas do 3º Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo em Mato Grosso em apenas dois anos e meio após o seu lançamento. Lançado em 2024 com previsão de execução até 2030, o plano estabelece 151 metas distribuídas entre os eixos de Ações de Atenção e Assistência às Vítimas, Ações de Prevenção, Ações de Repressão, Ações de Gestão e Conhecimento e Ações de Governança.
Durante o monitoramento e a atualização do plano, a Coetrae identificou que a grande maioria das metas já foi realizada ou está em andamento, sendo que os objetivos restantes não dependem exclusivamente da comissão, mas sim de políticas públicas e de interferências governamentais e sociais. Dentro dos eixos de repressão, atenção e assistência, o estado registrou o resgate de 627 trabalhadores em condições análogas à escravidão somente no ano de 2025, os quais foram libertados pelas equipes de fiscalização e acolhidos pela rede de apoio.
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Já nos âmbitos de apoio, prevenção e gestão, as ações incluíram o treinamento de 150 policiais civis na metodologia “Escravo, Nem Pensar!”, focando na atuação em denúncias e na qualificação do atendimento aos resgatados. Com 100% das escolas estaduais de todos os municípios de Mato Grosso atuando no campo preventivo e recebendo capacitação para que os professores atuem como multiplicadores dessa mesma metodologia na comunidade escolar.
Além disso, em parceria com a Coetrae, o Projeto Ação Integrada (PAI) capacitou 370 profissionais da ponta, entre assistentes sociais e psicólogos das redes municipais de Assistência Social e Saúde, apresentando o Fluxo de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo e Resgate.
A iniciativa também estendeu a formação a 60 lideranças da região do Araguaia mato-grossense, incluindo indígenas, retireiros, quilombolas e defensores dos direitos humanos, para que se tornem multiplicadores de conhecimento.
Para a presidente da Coetrae, Márcia Ourives, o alcance das metas foi possível a partir do comprometimento das instituições que compõem a Comissão e da autonomia conferida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Sesp.
“Todo esse resultado atribuímos à união das 24 instituições que compõem a Coetrae, ao planejamento condizente com nossa realidade e propositivo, além da autonomia e da confiança que o Governo do Estado e a Secretaria de Segurança Pública têm demonstrado ao reconhecer a necessidade de enfrentamento desse problema em Mato Grosso”, destacou a presidente.
Reforçando esse compromisso, no ano passado a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso assinou a Carta de Compromisso de Repactuação das Políticas Nacionais de Combate ao Trabalho Escravo, reconhecendo a importância de investir em ações de enfrentamento a esse crime em todo o território estadual.
“A Sesp é a única secretaria do país que tem em seu organograma uma Comissão Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, onde as ações realmente funcionam. Mato Grosso virou referência nacional desde a criação da Coetrae, em 2007”, concluiu Márcia Ourives.
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