DEU EM A GAZETA 22.04.2026 | 07h10

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Em Mato Grosso, uma média de quatro mortes e sete internações por dia é registrada em decorrência do infarto agudo do miocárdio, que segue como uma das principais causas de morte no mundo. Em 2025, o estado contabilizou 1.220 mortes pela doença. Os óbitos atingiram o pico em 2023, quando 1.430 pessoas perderam a vida. Em 2024, houve redução de 3,36%, com 1.382 mortes, mantendo a tendência de queda do ano passado.
Já as internações seguem em patamar elevado, com aumento de 28,28% na comparação entre 2020, quando foram registradas 1.190 internações, e 2025, com 2.549 casos. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES). O médico cardiologista, José Antônio Garcia, explica que o infarto ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo em uma artéria que irriga o músculo do coração, sendo considerado uma emergência médica. “Na maioria dos casos, o problema está relacionado à formação de placas de gordura que obstruem a passagem do sangue. Há também situações menos comuns, como a formação de trombos ou o chamado espasmo coronariano, quando a artéria sofre uma contração intensa e impede a circulação adequada”.
Nesses casos, José reforça que o tempo é determinante para salvar vidas. “Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de sobrevivência e menores os riscos de sequelas”. De acordo com José, a insuficiência cardíaca é a sequela mais comum.
“O coração perde força para bombear o sangue, é uma sequela grave, com graus de leve e moderada. Quando demora para identificar o infarto, eleva a perda do músculo cardíaco, por isso o diagnóstico precisa ser rápido”. Wilson Celso Teixeira, 41, sofreu um infarto no ano passado, causado pela formação de um trombo na artéria do coração que interrompeu a passagem sanguínea. Ele ficou com uma esquemia de 4%, uma cicatriz, na região do coração onde infartou.
“Acredito que o atendimento rápido e tratamento adequado foram cruciais para evitar sequelas maiores”. Ele conta que, durante a madrugada, começou a sentir sudorese, teve falta de ar, dor no peito e nas costas e um nó na garganta.
“Fui ao pronto atendimento e os exames apontaram que eu havia sofrido um infarto. Fiquei hospitalizado por uma semana. Depois, continuei o tratamento em casa com anticoagulante e antitrombose. Hoje, faço acompanhamento médico regularmente e tomo remédio para controle da pressão”.
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