Deu em A Gazeta 18.02.2020 | 07h55

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Otmar de Oliveira
“Eu quero saber o que aconteceu com a minha filha”, cobra Ligia Souza Oliveira, 39, sobre os ferimentos apresentados pela filha K.E.O.S., de 2 anos, ao voltar da Creche Municipal Renisea Guilhermette Barua, no bairro Despraiado, em Cuiabá. A menina estava com a mão esquerda mordida, a boca e o nariz machucados. Primeiramente, foi dito que a bebê teria sido mordida por outra criança. Depois a responsável pela unidade escolar teria relatado não saber a causa dos ferimentos. A Secretaria Municipal de Educação (SME) e a Polícia Judiciária Civil (PJC) apuram o caso.
A todo momento Ligia reforça seu sentimento de indignação. A cabeleireira olha par a filha pequena e tenta entender como e porque a menina ficou tão machucada. A mãe conta que E. foi matriculada na creche este ano. Inclusive, pontua a mãe, não foi fácil garantir uma vaga. Desde o dia 3 de fevereiro começou a frequentar as aulas na creche do bairro. Ligia lembra que os próprios sobrinhos também estudaram na mesma unidade e nunca foi reportado nenhum tipo de problema.
No dia 10 de fevereiro, E. chegou em casa com a mão esquerda ferida com uma mordida, causada por um outro aluno. Na terça-feira (11), a equipe da creche entrou em contato com a família da criança pedindo para que alguém fosse buscá-la, ainda no período da manhã, porque ela tinha se machucado. O horário normal de saída é por volta das 17h. O avô materno foi buscar a neta e encontrou a bebê com o nariz vermelho e a boca muito inchada, com um ferimento no lábio superior. Foi pedido então que a mãe comparecesse na quarta-feira (12) para conversar com a responsável pela unidade escolar.
Quando esteve na creche, Ligia conversou com a diretora que alegou não saber o que aconteceu com a aluna. A gestora argumentou ainda, segundo a cabeleireira, que os professores atuais são novatos. A mãe comenta que não compreendeu a colocação feita pela diretora acerca dos servidores e que foi orientada a registrar um boletim de ocorrências para formalizar o caso. “Eu estava confiando na creche. Agora a gente fica indignado em deixar a criança e encontra desse jeito”, reclama.
O registro foi feito na Polícia Militar e a menina já passou por exame de corpo de delito. A investigação está sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica). Não foram fornecidos detalhes sobre a apuração. Ligia comenta que não levou a filha mais para as aulas. De acordo com a mãe, a menina está melhorando, mas apresentou febre, chorava, ficava assustada e não deixava as pessoas se aproximarem.
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