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DEU EM A GAZETA 15.12.2025 | 06h45

Motociclistas são responsáveis por 73% dos gastos no SUS

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Cristiane Guerreiro

redacao@gazetadigital.com.br

GMVG

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Em Mato Grosso, os acidentes envolvendo motociclistas são responsáveis por quase 73% dos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com internações por acidentes de transporte terrestre. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a mortalidade e morbidade das motocicletas e os riscos da implantação do mototáxi no Brasil, com base em informações do DataSUS, mostram que os gastos totais com internações por acidentes de transporte terrestre no estado chegaram a R$ 5.174.910,77 no ano passado. Desse total, R$ 3.755.076,79 foram destinados a atendimentos de motociclistas, o que corresponde a 72,56% da despesa nessa área específica.

 

Segundo o estudo, o percentual registrado em Mato Grosso supera a média nacional, que é de 57,91%, indicando que o impacto dos acidentes com motos sobre o sistema de saúde estadual é maior do que o país. No ranking nacional, Mato Grosso aparece entre os estados com maior comprometimento dos recursos hospitalares com esse tipo de ocorrência, ocupando o quarto lugar. O estado fica atrás apenas da Paraíba, que lidera com 85,15% dos gastos direcionados a vítimas de motocicletas. Na sequência estão Sergipe (81,86%) e Rio Grande do Norte (76,05%).

 

Especialistas apontam que o crescimento acelerado da frota de motocicletas, aliado a fatores como imprudência, excesso de velocidade e falta de infraestrutura adequada contribuem para o aumento dos acidentes e da pressão sobre a rede pública de saúde. Além das vidas perdidas e dos custos hospitalares, os impactos incluem afastamentos do trabalho, reabilitação e, em muitos casos, sequelas permanentes.

 

Segundo o coordenador de Operações Integradas da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública de Cuiabá, Marcel Lopes, o comportamento do motociclista é hoje o fator mais crítico. Nenhuma obra viária ou ação de fiscalização consegue compensar escolhas inseguras.

 

Ele revela que embora existam pontos da cidade que precisam de melhorias, os problemas estruturais não aparecem como causa principal nos levantamentos oficiais. A fiscalização, por sua vez, vem sendo ampliada e reforçada com operações específicas, mas dependem da adesão da população às regras.

 

Marcel afirma que o sistema viário está sendo adaptado gradativamente ao crescimento acelerado da frota. Melhorias de sinalização, pavimento e reorganização de fluxos vêm sendo implantadas, principalmente em áreas mais afetadas por acidentes. A estrutura atende boa parte da demanda, mas ainda há trechos específicos que precisam de ajustes, especialmente nas regiões periféricas.

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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Comentários

JOSE LUIZ MARAN - 15/12/2025

Seria simples de resolver... Em vários paises, o veiculo só pode transitar se tiver um seguro com cobertura materiais e de saúde, não importando se é moto ou carro. Pois dizer que o SUS é gratuito é só mais uma mentira, pois todos nós pagamos e não é justo que uma pessoa que respeita as leis fique sem atendimento porque alguem desrespeitou as leis de transito . Nesse sentido, o Seguro faria a diferença e o custo estaria sendo pago pelos envolvidos

PEDRO - 15/12/2025

Pra variar! A esmagadora maioria da responsabilidade pelos acidentes com moto, é dos próprios motoqueiros. Raras excessões, são um bando de irresponsáveis e inconsequentes, que colocam a vida e integridade de pessoas inocentes em risco. Não entendo porque as autoridades não fazem um mutirão de blitz ou abordagens de motos sem placa.

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