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05.06.2011 | 00h00

Mulher é resgatada com vida no Portão do Inferno

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A queda do caminhão Volks, placa JZQ 2089, no Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães, matou o motorista Wilson de Souza Silva, 22, um bebê de aproximadamente 6 meses e deixou Ariane Nogueira Rabelo, 23, gravemente ferida. Esta é a primeira vez que uma vítima cai no precipício de 76 metros e sai com vida. Em abril de 2004, um caminhão furgão caiu no mesmo local, matando também um casal e uma criança.

Carregado de garrafões vazios de água mineral, o caminhão seguia de Cuiabá para Chapada dos Guimarães e se envolveu no acidente por volta das 5h. Na pista da rodovia Emanoel Pinheiro, poucos metros antes do precipício, ficaram as marcas da tentativa de frear o veículo, que inicialmente bateu e arrancou o guarderreio (proteção metálica), chocou-se com a barreira de concreto e desceu rolando os 76 metros.

Auri Miguel, conhecido como Gaúcho, que mora no local há 4 anos, conta que ouviu a frenagem e em seguida veio o estrondo. Foi ele quem acionou a Polícia Militar pelo 190 e ajudou o Corpo de Bombeiros chegar ao local onde estavam as vítimas. Ao falar da criança que estava morta, Gaúcho se emocionou e reclamou da quantidade de acidentes que ocorrem no trecho.

O resgate mobilizou homens da PM, Bombeiros, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o helicóptero Águia 4. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também esteve no local para colher dados.

Ao chegar ao caminhão, os Bombeiros verificaram que Ariane estava viva e iniciaram os trabalhos para retirá-la do fundo do Portão do Inferno e encaminhá-la para atendimento médico. Às 7h30, ela era retirada do precipício e socorrida pela equipe do Samu, liderada pelo médico Elson Taveira Filho.

Ariane estava inconsciente, tinha vários ferimentos no rosto, gemia muito, movia braços e pernas. Ainda dentro da ambulância foi constatado que ela sofreu Traumatismo Craniano Encefálico (TCE) grave. O helicóptero Águia 4 terminou de fazer o encaminhamento ao Pronto-Socorro de Cuiabá. Como o estado de Ariane era muito grave, o pouso da aeronave ocorreu na própria rodovia, para antecipar o socorro.

O major Henrique Santos, que pilotava o helicóptero, destacou que cada minuto era importante para a sobrevivência da paciente. "Para gente é sempre muito significativo poder salvar uma pessoa".

O médico Elson acompanhou Ariane até a unidade de saúde. Até o fechamento desta edição, a mulher estava em estado gravíssimo e passava por diversos exames, conforme o PS.

O chefe de operações José Siplaki Neto, que ajudou no resgate, destacou que o local era de difícil acesso e foi praticamente um milagre Ariane ter saído com vida do acidente. "É a primeira vez que alguém sobrevive a uma queda dessa altura".

Os corpos do motorista e do bebê foram resgatados por volta das 9h. A ação contou com a ajuda de pessoas que ocupavam os carros que ficaram impossibilitados de trafegar pela rodovia. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Chapada dos Guimarães em uma caminhonete S-10.

O trânsito ficou interditado em 2 momentos distintos. Depois que Ariane foi resgatada os carros puderam passar. Mas a pista voltou a ser fechada para a retirada das outras 2 vítimas. A liberação completa da rodovia ocorreu às 9h40, quando encerraram os trabalhos no local.

Acidentes - Auri afirma que somente este ano já contabilizou 72 acidentes na curva do Portão do Inferno envolvendo carros que vem de Chapada e de Cuiabá. Ele revela que conta o número de casos informalmente e no ano passado foram 137 ocorrências, além de outras 134 em 2009.

Para ele, um quebra-molas devia ser instalado na rodovia para impedir que motoristas chegassem à curva em alta velocidade. A opinião é compartilhada com o vice-prefeito de Chapada dos Guimarães, Elias Santos, que garante ter oficiado o governo do Estado sobre a importância de tomar providências no trecho.

Ele entende que a sinalização no local é insuficiente, principalmente para quem não conhece a rodovia. "O limite máximo aqui é de 40 km/h, mas é difícil quem respeita. Quando chega na curva não tem mais o que ser feito, não tem para onde escapar".

Santos estima que ocorram cerca de 5 acidentes por semana na região.

O tenente da PM, Almir Ferraz, que comandou a operação de resgate, destacou ainda a falta de consciência dos motoristas, lembrando que a maioria dos acidentes ocorre por imprudência e desrespeito à sinalização.

Causas - O chefe de operações Siplaki diz que o inquérito policial para apurar as causas do acidente já foi instaurado e tem 30 dias para apontar a dinâmica dos fatos. Ele comenta que o motorista tinha experiência no trecho e é preciso saber se ocorreu falha humana ou mecânica. "Vamos investigar também qual a carga horária de trabalho da vítima. Muitas vezes a empresa exige muito do funcionário e a exaustão termina em tragédia".

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