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conscientização 10.02.2020 | 09h48

No Fevereiro Roxo, Prefeitura pede compreensão com portadores de fibromialgia

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Sensibilidade intensa ao toque ou à pressão da musculatura – que aparecem através de respostas desproporcionais e doloridas a estímulos –, dores crônicas no corpo inteiro, além de distúrbios de sono e cansaço ao acordar – mesmo após dormir uma noite toda –, falhas de memória e dificuldade de atenção, desconfortos intestinais, depressão, dores de cabeça e ansiedade são sintomas que indicam a fibromialgia.

 

Assinalada pela anormalidade nos neurotransmissores, que apresentam problemas de decodificação durante as atividades celulares, a fibromialgia está relacionada ao sistema nervoso central e tem no Fevereiro Roxo o mês dedicado à divulgação e debate sobre seus sinais indicativos, identificação e tratamento.

 

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Na esteira desta campanha nacional de alerta, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) criou o projeto FibroRondonópolis, que se propõem a conscientizar a população sobre a fibromialgia, compartilhando informações sobre sintomas e terapêuticas disponíveis e esclarecendo sobre a importância do diagnóstico precoce na preservação da qualidade de vida do paciente.

 

Alta sensibilidade e baixa visibilidade

“A única comprovação de que a pessoa está afetada por essa doença é o diagnóstico médico que atesta a enfermidade. Hoje, ainda não se conhece a causa e nem se descobriu a cura dela. Porém, ela existe e gera dores terríveis, sendo que, de cada dez pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres. Mas não se sabe a razão pela qual ela atinge mais o gênero feminino”, acentua a gerente do Departamento de Ações Programáticas da SMS, Mariúva Valentim. Ela detalha que essa patologia aparece, em geral, entre 30 e 60 anos. Entretanto, já foram encontrados casos em indivíduos mais velhos assim como em crianças e adolescentes.

 

Ainda conforme a gerente, para determinar que alguém tem essa síndrome, o médico adota como critérios a presença de pontos dolorosos na musculatura, que abarcam de 11 a 18 locais pré-estabelecidos no corpo, e, também, a persistência da dor, que deve ser superior a três meses.

 

Sob a epígrafe “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”, lançada pelo Ministério da Saúde e que define bem a trajetória dos portadores de fibromialgia em busca de cuidados que aliviem suas dores, a campanha tem a intenção de indicar opções de terapias que permitam amenizar o sofrimento daqueles que são atingidos por essa enfermidade.

 

Sem descoberta de causa provável que a desencadeie e sem conhecimento de sua cura, a medicina pode, contudo, apontar formas de lidar com a patologia. Diante desse cenário, não é difícil imaginar as dificuldades enfrentadas pelos pacientes, já que as dores intensas provocadas pela fibromialgia não se evidenciam em exames nem aparecem no corpo com sinais visíveis.

 

Assim, quando um simples abraço pode causar dor em vez de sensação de aconchego e a fadiga ocasionada por essa doença implacável e que não apresenta vestígios faz com que seus portadores relatem cansaço permanente, é comum que aqueles que convivem com eles os interpretem mal ou desacreditem das suas manifestações de incômodo e desconforto. Não raro, são considerados preguiçosos por causa do estado de exaustão que apresentam quando, na verdade, ficam impedidos de realizar tarefas rotineiras devido ao esgotamento provocado pela fibromialgia.

 

“A gente imagina que doenças são só aquelas que podemos ver a olho nu. Mas a fibromialgia é uma doença que incomoda muito e seus portadores sofrem imensamente com as dores advindas desta patologia. Por isso, pedimos também que a população entenda que esses pacientes merecem um olhar e um tratamento especial porque, mesmo não apresentando marcas físicas, eles têm marcas emocionais e as dores causadas pela fibromialgia existem, ainda que não apareçam”, frisa Mariúva.

 

Medidas adotadas

Em reconhecimento aos transtornos provocados pela fibromialgia, foi instituída a lei municipal 10.303/2019, que determina o atendimento preferencial àqueles que possuem a patologia por órgãos e empresas públicas, concessionárias de serviços públicos e empresas privadas, além das empresas comerciais que recebem pagamentos de contas localizadas em Rondonópolis. Com base nessa legislação, a SMS está confeccionando as carterinhas para os portadores da doença.

 

Até agora, segundo Mariúva, cerca de 200 pacientes já fizeram a carteirinha. Mas quem quiser fazer, ainda dá tempo. Basta se dirigir à SMS, no Departamento de Ações Programáticas, apresentando atestado médico onde conste a condição de portador de fibromialgia, além de original e cópia de comprovante de residência e documento de identificação com foto, como RG, CPF ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A SMS funciona das 7h às 17 horas.

 

Na programação do FibroRondonópolis está prevista, para o dia 20 de fevereiro, das 14h às 17 horas, no auditório do Paço Municipal, a entrega das carteirinhas produzidas pela SMS aos pacientes de fibromialgia. Também neste dia será proferida uma palestra sobre o quadro clínico e a síndrome pelo reumatologista do Centro de Especialidades Apoio e Diagnóstico Albert Sabin (Ceadas) Maurício Raposo. Na sequência, uma nutricionista irá falar sobre alimentação recomendada aos afetados pela enfermidade e, também, a equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) vai orientar os presentes a respeito de exercícios que amenizam seus sintomas. O evento ainda vai contar com a participação de profissionais de auriculoterapia e massoterapia que vão aplicar as técnicas nos portadores da doença.

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