MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO 18.01.2026 | 15h56

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Pelo segundo ano consecutivo, Mato Grosso foi o estado que mais registrou novos casos de Hanseníase no país. A doença infecciosa de evolução crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae e afeta principalmente a pele e os nervos. Na campanha do Janeiro Roxo, especialistas alertam sobre o quadro epidêmico, principal sintomas e tratamento. Apesar de curável, médicos chamam atenção para importância no diagnóstico precoce.
Os dados mais recentes do painel de monitoramento de Ministério da Saúde apontam que, em 2025, houve 20.632 novos casos de hanseníase no Brasil. Em Mato Grosso, no mesmo período, foram registrados 4.276 novos casos, liderando o ranking no país.
A cidade com maior número de casos, no estado, foi Cuiabá com 607 novos casos, seguido por Colniza (1.065 km a Noroeste) com 315 e Juína (735 km a Noroeste) com 241.
Diante do alto número de casos registrados, a dermatologista, Cíntia Procopio, afirma que mesmo com o tratamento eficaz, a doença ainda é um desafio para a saúde pública, “É uma preocupação recente e urgente porque é uma doença que é transmissível, inclusive para crianças”, alerta a especialista.
A médica ainda explica que a hanseníase é transmitida de pessoa a pessoa, pelas vias respiratórias, ou seja, por micro gotículas que são eliminadas ao falar, tossir e espirrar. No entanto, essa contaminação só ocorre mediante ao contato próximo e prolongado.
“Muitas vezes as pessoas que moram assim dentro da própria casa. Uma convivência esporádica não tem essa característica de ter a transmissão. Agora, é a partir do momento em que o tratamento começa, a pessoa deixa de transmitir a doença, o que reforça ainda mais a importância do diagnóstico precoce”, esclarece.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
Os sintomas da hanseníase são bem variáveis, mas consistem em manchas na pele que costumam aparecer de forma lenta e silenciosa, o que costuma atrasar o diagnóstico. As manchas podem se apresentar de forma avermelhada, amarronzada ou mais clara, e geralmente não coçam ou ardem.
“O que vai acontecer que é muito característico, ao longo do tempo, é a perda ou diminuição da sensibilidade. A primeira sensibilidade que se perde é a temperatura, a temperatura, depois é o toque e por último é a dor”, acrescenta a médica.
Como a doença também afeta os nervos, alguns pacientes podem sentir também dormência, formigamento, perda de força muscular nas mãos, nos pés e até mesmo no rosto. Outros podem perceber uma redução no suor, queda de pelo na região da mancha ou no nervo afetado.
O tratamento da doença é feito com medicação e conforme sua classificação quanto ao tipo. A Hanseníase pode ser Paucibacilar, que não é transmissível e cujo tratamento dura 6 meses, ou Multibacilar, que é considerada altamente transmissível e o dura em torno de um ano.
Sem o tratamento adequado, a dermatologista alerta que a doença pode causar lesões permanentes como perda da função motora ou sensitiva do nervo.
“Quando o tratamento é iniciado cedo, as chances de cura são muito altas e o risco de sequelas diminui bastante. Por isso que o diagnóstico precoce é tão importante. A busca por um dermatologista, ou infectologista, por alguém que te examine completamente, porque as manchas podem passar sem perceber por muitos anos até ter um sintoma específico”, finaliza.
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