ECONOMIA 13.04.2026 | 08h39
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Modelo de análise técnica presencial substitui burocracia bancária tradicional e garante execução de cronogramas em operações de infraestrutura e agronegócio.
O mercado de capitais brasileiro atingiu um patamar histórico em 2025, com captações que somaram R$ 838,8 bilhões. Segundo o relatório anual da Anbima, publicado em janeiro de 2026, títulos como CRI e CRA lideram essa busca por recursos fora dos bancos tradicionais. O movimento revela uma prioridade clara do empresariado: a busca por modelos de financiamento que acompanhem o ritmo real da produção.
Em Mato Grosso, esse modelo ganha expressão por meio de instituições como o Semear Banco de Investimento (SBI), que substitui o checklist frio das agências pela análise técnica presencial. Essa estratégia de validação direta ficou evidente na última edição do Show Safra, em Lucas do Rio Verde, ocorrida no final do mês de março, em que o contato com o setor produtivo confirmou que o empreendedor já não aceita as travas do crédito convencional.
Para Raphael Coutinho, head comercial do SBI, a chave está em fugir de prateleiras prontas e desenhar estruturas que acompanhem a velocidade do agro e da infraestrutura. “Ouvimos a demanda local para desenhar uma estrutura que faça sentido para aquele cenário específico. Não entregamos um produto pronto, mas um modelo personalizado”, explica.
A demanda em cidades como Lucas do Rio Verde é impulsionada pelo crescimento acelerado, que exige respostas rápidas em infraestrutura e expansão imobiliária. Para que o déficit de moradias não trave o desenvolvimento, o capital estruturado foca na previsibilidade. O objetivo é assegurar que o cronograma de obras seja cumprido com rigor, garantindo a qualidade da entrega final dos empreendimentos.
Essa proximidade permite que operações complexas ganhem agilidade com segurança. A integração entre o capital do Banco Semear e o suporte técnico da RSA garante que os projetos cheguem para análise com estudos de viabilidade já aprofundados. Segundo Rita Alacoque, gerente de Crédito do Banco Semear, essa estratégia mantém um histórico de inadimplência zero na carteira. “Os projetos chegam para nós muito bem estruturados. Buscamos operações seguras e essa parceria nos entrega exatamente isso”, pontua a gerente.
Para o empresário Maicon Back, da Aeroback, o suporte de uma instituição especializada garante que os projetos saiam do papel com tranquilidade. “O cliente tem a segurança de que o cronograma será cumprido. É um ciclo de confiança fundamental para o crescimento do setor”, afirma. Segundo o head do SBI, Rodrigo Santos, ao unir capital e inteligência de campo, o grupo transforma o potencial econômico do estado em entregas concretas e rigorosamente no prazo.
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